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Amor de avó: não importa idade nem estilo

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

“Minha neta é a razão do meu viver”. Rita Gomes Rodrigues, 43 anos, assim como a maioria das vovós, não sabe explicar ao certo o sentimento que nutre pela pequena Ana Júlia, de apenas 4 anos. Afeto recíproco, já que Ana Júlia, na primeira oportunidade, não hesita em dizer: “Eu amo muito a minha vovó”. Uma relação de amor incondicional que, geralmente, não difere independente da idade ou classe social. Hoje é 26 de julho, data escolhida para comemorar o Dia da Avó.

Rita se tornou vovó com apenas 39 anos. Ela admite não ter gostado da idéia na época. “Foi um pouco conturbado, minha filha estava no último ano de faculdade, parecia que o mundo havia despencado”, confessa. A “jovem vovó” não sabia a revolução que a chegada de neta faria na família. “Ela modificou tudo em casa. Trouxe paz, união e harmonia a um lar onde antes havia muita briga e discussão”, afirma. Para Rita, a neta tem a capacidade de apagar, mesmo que temporariamente, os problemas pessoais. “Nos momentos difíceis, é só olhar para ela. Com aquele sorriso, tudo muda”, confessa.

Ao contrário de Rita, que possui apenas uma neta, a vovó Maria Azevedo Silveira, de 84 anos, tem 35. Segundo ela, nos primeiros dias de vida, sua primeira neta dormia todos os dias na cama da avó, hábito que teve que mudar com a chegada dos “concorrentes”. Um desses é Gilberto Mariano, 20 anos, que mora com avó desde o nascimento. “Sempre moramos juntos. Ela me criou desde pequeno”, afirma Mariano. “Tenho prazer em ter todos esses netos”, confessa Maria.

Outra vovó peculiar é Marly Tessari de Almeida Cintra, de 62 anos. Ela deixa para trás o estilo “vovó Dona Benta”, do Sítio do Pica-pau Amarelo, mas apenas na aparência, já que o coração parece ser do mesmo tamanho. “É uma emoção muito grande ser avó. Acompanhar toda a gravidez, ver os netos nascerem e poder dar carinho a eles. Eu chorei no nascimento dos dois”, confessa. Assim como a personagem da televisão, Marly possui uma neta e um neto, Carolina e Felipe. Ela dá uma pista para quem não sabe porquê os netos gostam tanto de ficar com as avós. “Os pais impõem limites. Na casa da avó, tudo é diferente. A gente faz de tudo para agradar e deixá-los felizes”, afirma Marly.

Com a vovó Ana Dias dos Santos, 61 anos, as coisas são um pouco diferentes. Ao contrário das vovós citadas acima, Ana não pode ver o neto todos os dias, já que Luís Gustavo mora em Bauru e ela, em Avaré. No entanto, ela assegura que a distância não é problema, já que o neto não quer se separar da avó nem quando ele precisa ir ao médico. “Quando venho para cá (Bauru), a gente não se desgruda um minuto. Hoje (ontem) eu não queria trazer ele na consulta. Acho que não precisava, mas ele fez questão de vir”, ressalta. Ana acredita que a avó é capaz de dar mais carinho que os pais. “Quando você é mãe, trabalha muito e não sobra tempo para gastar com os filhos. Eu curto mais meu neto do que meus filhos. Confesso que faço tudo o que ele gosta”, afirma.

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Comemoração

Como ocorre há 20 anos, o Sesi promove hoje a tradicional comemoração do Dia da Avó. O almoço é fechado ao público. Apenas os 225 participante do grupo da terceira idade “Vivendo a Vida”, podem participar. A responsável pela organização do evento é a vovó Ana Soares de Carvalho, de 86 anos, que participa do projeto desde a fundação do grupo.

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