Internacional

Veredicto de Saddam sai em 16 de outubro

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Bagdá - O Tribunal Penal iraquiano anunciou ontem que a sentença do julgamento do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein (1979-2003) deve ser divulgada em 16 de outubro, quando os cinco juízes que se reunirão para dar o veredicto podem anunciar sua condenação à morte.

Ontem, a defesa apresentou seus últimos argumentos. Saddam e sete de seus homens de confiança são acusados de crime contra a humanidade, pelo massacre de 148 xiitas, em 1982. Ontem, foram ouvidos os advogados designados pela Corte para dois dos réus. A equipe de defesa original boicota a Corte desde o assassinato de um colega no último mês - o terceiro em nove meses. O argumento dos novos defensores é que não há provas que liguem os acusados aos crimes.

Os promotores pediram a morte do ex-ditador e mais dois - anteontem, Saddam pediu que, se condenado, seja fuzilado e não enforcado. Em 21 de agosto, começa outro julgamento, no qual ele será acusado pelo genocídio de 180 mil curdos em 1988. Não está claro se, em caso de condenação, a execução possa ocorrer antes do fim do outro julgamento.

Na audiência de anteontem, Saddam foi o único que se apresentou perante o tribunal, onde afirmou ter sido obrigado a comparecer, apesar de seu deteriorado estado de saúde após uma greve de fome. O ex-ditador iraquiano encerrou ontem sua greve de fome, após a 39.ª audiência. Anteontem, Saddam comeu carne, arroz, pão e uma fruta após o encerramento da sessão.

O ex-ditador estava em greve de fome desde 7 de julho para protestar contra os procedimentos do Alto Tribunal Penal Iraquiano e a falta de segurança da equipe de defesa.

Violência em Bagdá

Mais um ataque de grande escala ontem, com um carro-bomba e vários morteiros, destruiu um prédio e atingiu lojas em Karrada, no centro de Bagdá, matando ao menos 31 pessoas e ferindo 150. Karrada era um dos poucos distritos considerados estáveis.

Foram encontrados, em diferentes bairros, 19 corpos, com marcas de tiro e tortura.

O presidente dos EUA, George W. Bush, pretende remanejar 5 mil soldados para Bagdá. O secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, anunciou ter estendido por quatro meses o período em que 3.500 ficarão no Iraque. Há 130 mil militares no país.

Comentários

Comentários