Tribuna do Leitor

Uso político da fé


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Em recente artigo no JC, o Conselho de Pastores de Bauru se manifestou quanto à nefasta participação de políticos integrantes da gang dos sanguessugas como sendo também evangélicos. Podemos concluir dois aspectos nesta situação, a saber:

A) Até o próprio Jesus foi traído de forma cruel e desmerecida, então, até aí nada de mais, pois há crente travestido de evangélico e há cristão evangélico que realmente vive aquilo que prega e sabe que tem sob si uma mordomia e que isto logo lhe será cobrado, portanto, granjeia com o talento que lhe foi confiado, pois o dono da seara vem (isto para aqueles que crêem).

B) Somos reféns de nossos atos, portanto, deve-se à luz da Bíblia fazer-se uma breve análise do uso político das escrituras, pois somente o profeta Samuel ocupou três funções na história do antigo testamento sendo juiz, sacerdote e profeta. Fora disto, não houve quem tivesse tal previlégio, mesmo dentro do novo testamento. Daí concluimos nossa humilde análise de que o pulpito ou altar tem a ver com sacerdócio, mas nada com as intrigas da política e suas consequências. Deve-se fazer esta separação, pois Cesar era imperador e político profissional, e o Senhor Jesus disse: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Roberto Aparecido Bastos - RG 17.448.174-3

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