A maior autoridade política da cidade, o senhor prefeito, apoiará a todos e a nenhum ao mesmo tempo; muito candidato para pouca eleição; voto nulo, em branco e indecisos; pára-quedistas e forasteiros sem limites; eleitor apático e enojado com a política em geral; enfim, um panorama político eleitoral dificílimo, mas mesmo assim, e como sempre, dá para alimentar alguma esperança e esse estigma político bauruense, esse jogo político onde todos perdem, haverá de findar-se um dia, quem sabe no dia 1 de outubro? As urnas dirão.
Agora, uma eleição é sempre o momento político mais importante para um país democrático, para um Estado, para um município. E o nosso prefeito, sr. Tuga, continua sem partido, cabe isso? E o poder político que lhe cabe? Dirão alguns, mas ele não quer se expor politicamente, e fez a opção política de não envolver-se na política partidária-eleitoral, preferindo apenas exercer a gestão pública administrativa da cidade, ele é um executivo público, sem preferência político-partidária-eleitoral. Ele é apolítico, ele é apartidário e também, não se importa com críticas, ele é alheio às críticas, enfim, todas as características de um “manager” privado.
Ah! bom, entendo. Ele está mais preocupado com a cidade e não com a política. Isso explica, embora não se justifica. Agora, eleito um deputado qualquer, logicamente, o senhor prefeito lhe pedirá o apoio político para a administração pública da cidade, logicamente. Por essas e outras, chegamos aonde chegamos e o desprestígio político de Bauru faz com que nossa grande região amargue um dos últimos lugares em investimentos públicos do Estado de São Paulo equiparando-se ao Vale da Ribeira, e ainda bem que temos uma iniciativa privada pujante que independe do setor público para sobreviver.
Agora, o Serra e o Pedro Tobias, ambos do PSDB, e que estão praticamente eleitos, esses têm o apoio do sr. Tuga. Menos mau, mas de qualquer forma, Bauru mereceria mais, aliás, merece bem mais. Com a palavra o senhor prefeito.
Aurélio da Silva Braga - RG 12.912.493