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A ciência da matemática


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Quando Pitágoras, Euclides e Tales de Mileto formularam suas teorias e leis matemáticas talvez não imaginaram o quanto essa ciência seria importante para a vida das pessoas. Descartes, ilustre filósofo do século XVII, preocupou-se quase que tão somente em elaborar os princípios gerais do pensamento pautado em formulações matemáticas.

As regras gerais da matemática do antepassado possibilitaram o seu avanço, pois como afirma o pesquisador e matemático Shigeo Yachi, até os guepardos são capazes de resolver instintivamente uma equação matemática. Segundo Yachi, no momento de atacar uma presa, esse bichano calcula o tempo todo a probabilidade de avançar sem ser percebido.

Para o cientista, qualquer outro animal que ataca de surpresa pode aplicar esta tática. Se animais irracionais são capazes de realizar tal façanha, as pessoas podem muito mais. Podem criar modelos matemáticos simples e complexos que auxiliam-nos a resolver problemas mais facilmente. Podem utilizar o raciocínio, não instintivamente como o guepardo,mas de forma reflexiva. São altamente preparados para fazer bom uso deste pensamento lógico, pois a matemática é uma ciência maravilhosa em seus modelos, fórmulas e teorias.

Sem dúvida, pode-se afirmar que o sistema de numeração foi uma das maiores criações humanas e a matemática vem se apresentando como uma das formas mais sofisticadas do pensamento humano.

No mundo contemporâneo não se vive sem a matemática. Ela faz parte do dia-a-dia das pessoas e graças a ela somos capazes de raciocinar e nos comunicar com nossos semelhantes. Não é possível, hoje, que uma pessoa seja cidadã sem ter os conhecimentos básicos da matemática, pois isso poderia aliená-la da sociedade letrada em que vive e limitá-la em seu cotidiano. Quanto mais conhecimento matemático a pessoa adquire, mais é capaz de participar ativa e plenamente da sociedade em que está inserida.

Desse modo, a educação matemática é de fundamental importância no contexto atual. É na escola que a criança, desde pequena, vai apropriar-se dos conceitos básicos da matemática gradativamente até alcançar os níveis intelectuais superiores.

O ensino da matemática deve dar sentido aquilo que ensina à criança e estar contextualizado para que os estudantes compreendam a matemática e não apenas reproduzam situações mecanizadas para as quais não entendem a realidade.

Demonstrando aos alunos o verdadeiro significado do que aprendem nas aulas de matemática é possível que essa pessoa não permaneça na alienação por ausência do conhecimento matemático e possa participar do processo de construção social.

A autora, Graziella Ribeiro Soares Moura, é pedagoga, mestre em Educação para a Ciência na Unesp e doutoranda em Educação Especial pela UFSCar. Docente do Instituto de Ensino Superior de Bauru e da rede pública estadual de Ensino Fundamental

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