São Paulo - A polícia prendeu ontem Eduardo Aparecido de Almeida, 25 anos, conhecido como Pisca. Após ser interrogado, ele confessou ter sido o mentor e um dos cinco bandidos que tentaram seqüestrar Noêmia Carvalho Correia, mãe do jogador Kléber, do Santos. Além disso, Almeida foi reconhecido por testemunhas e pela própria mãe do jogador.
Fugitivo da penitenciária de Itirapina (213 quilômetros da Capital) desde novembro do ano passado, depois de ser preso por homicídio, roubo, receptação e porte de armas, Pisca foi preso em Itaquera, zona leste de São Paulo. Ele também é acusado de ser um dos responsáveis por um ataque ao Centro de Cidadania do Jaçanã, na zona norte da cidade, em julho do ano passado, num crime atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Interrogado pela polícia, ele negou a ação, em que parte do local foi incendiada. Um outro integrante da quadrilha que tentou seqüestrar Noêmia já havia sido preso. Claudinei Ribeiro, o Gordo, foi detido na sexta-feira, em Mogi das Cruzes (51 quilômetros da Capital). Três pessoas que participaram do crime ainda estão foragidas.
Segundo o delegado Nicanor Nogueira, da 7.ª Seccional, para onde Pisca foi levado, o caso está quase encerrado. “Já sabemos quem são os outros. É uma questão de tempo”, afirmou. Na última quarta-feira, Noêmia foi rendida por cinco seqüestradores dentro de sua própria casa, em Itaquera. Ela escapou do crime porque, a caminho do cativeiro, os bandidos bateram o carro e resolveram abortar o plano. Eles fugiram e deixaram a mãe do jogador no veículo.