Araraquara - Entre 10 mil e 12 mil presos devem ser liberados dos presídios do Estado de São Paulo a partir de amanhã para passar o Dia dos Pais com a família. A saída foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). O número de beneficiados com a saída temporária representa cerca de 10% dos detentos no Estado. Só em Araraquara, a Justiça deve liberar 32 presos da penitenciária local. O problema é que haveria denúncias de novas rebeliões ainda essa semana. Em 2005, 11.087 detentos ganharam as ruas. Destes, 808 não retornaram às celas.
Os presos beneficiados cumprem pena no regime semi-aberto e, segundo a Justiça, eles não participaram dos motins de maio e junho. Semana passada, o Ministério Público ameaçou pedir o cancelamento da saída e, talvez, por isso tenha se iniciado a nova onda de ataques.
A reportagem conversou com familiares de presos que reconhecem a existência de integrantes da facção com direito ao benefício. E quem comete crimes durante o período da saída temporária perde o beneficio do cumprimento da pena em regime semi-aberto.
Mesmo assim, os integrantes que conseguem a liberdade temporária precisam cumprir missões antes de voltar à cadeia. Além disso, diversos presídios de São Paulo já teriam recebido a ordem para iniciar rebeliões a partir de ontem. O “salve” como é chamada a ordem da facção criminosa foi dado, mas, até agora, nenhuma unidade iniciou o motim. Agentes penitenciários acreditam que a revolta dentro das penitenciárias vai começar a partir de amanhã.
Há várias semanas, a polícia interceptou ligações informando que uma megarrebelião estava sendo agendada para o Dia dos Pais. No último indulto, no Dia das Mães, o PCC organizou a maior rebelião da história envolvendo mais de 80 presídios, e ataques em todo o Estado.