Havana - A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, fez ontem um apelo “a todas as nações democráticas para que se juntem para pressionar por uma transição que conduza a eleições multipartidárias na Cuba pós-Castro.”
O governo americano estuda medidas para evitar uma imigração ilegal em massa dos cubanos e, ao mesmo tempo, planejam facilitar a entrada dos que já têm parentes no país. Para desencorajar a imigração ilegal, o governo cogita rejeitar o pedido de visto de quem tentar entrar no país.
Atualmente, as embarcações interceptadas são enviadas de volta, mas não há sanção no caso de pedidos futuros. Pelo projeto, a imigração só poderia ocorrer após a autorização da saída pela administração cubana. Os planos aparecem em documentos do Departamento de Segurança Interna.
Enquanto isso, autoridades cubanas e a imprensa estatal mantêm o tom otimista em relação a Fidel. O órgão de imprensa oficial “Granma” dedicou ontem uma página a manifestações religiosas pela sua saúde: “Culto de oração por Fidel”, “Igreja Católica pede orações pelo comandante”, foram alguns dos títulos.
O jornal “El Nuevo Herald”, de Miami, disse que Fidel sofreu uma colostomia e que a recuperação dele pode demorar um ano. Segundo o jornal, Castro teria doença do divertículo ou câncer.