Dizem, lá em Cusco, que existem quatro cães para cada família. Deve ser verdade porque eles se espalham pelas vilas, encostas e periferia. Além desses animais altamente sociáveis que se adaptaram às altas altitudes e têm uma pelagem especial para suportar o frio`, que nas madrugadas chega a zero grau, lhamas, guanacos e alpacas estão por toda parte.
A imagem lembra um presépio se vista de baixo para cima, complementada com as cores fortes impregnadas nas vestimentas dos povos andinos. É impressionante como eles têm bom gosto e conseguem coordenar verde com vermelho, amarelo com azul. Um mosaico lindo.
Depois de conhecer o Centro Histórico e tomar sol na Praça das Armas, procure uma guia da Gray Lines – Viajes Pacífico para conhecer os sítios arqueológicos de Cusco. Passeio que necessariamente levará o visitante a interagir com animais e gente nos “pueblos” simpáticos espalhados pelos entornos das montanhas.
Em cada parada há possibilidade de se comprar o rico e variado artesanato peruano, por preços bem acessíveis ou de se comer churros maravilhosos, bem diferentes dos nossos, servidos em barzinhos modestos, mas incrivelmente limpos. As empanadas também são de dar água na boca, servidas fresquinhas, recém-saídas de fornos à lenha.
Mulheres, homens e crianças praticamente se jogam em cima dos turistas para mostrar seus produtos. “Eu mesmo que fiz, senhorita...” “Quanto me dá, senhorita?...” “Meu nome é Pablo, senhorita... Jura que não vai se esquecer!”... são frases usuais pelo caminho.
Todos os peruanos, e em especial os cusquenhos são amáveis, doces, inofensivos. Vivem de seu trabalho, de seu artesanato e não pedem esmola. Adoram o Brasil e os brasileiros, a ponto de torcer pela Seleção Canarinha, mesmo sabendo de seus pontos fracos.
Mesmo que você seja o maior sovina do planeta, acabará comprando alguma peça e até mesmo dando uma propina para aquelas crianças que posaram, em trajes típicos, para sua foto de recordação.
O pedido soa tão suave nos ouvidos quando se está a quase 3.800 metros de altitude – no pico das montanhas a altitude chega a 3.750 metros – que parece ter vindo do céu. Lembre-se que esta pode ser sua única chance de trazer uma recordação daquele Vale Sagrado.
Uma mochila custa em torno de 12 soles, uma manta, 20, bonequinhas, 5 ... Já objetos de prata são vendidos em dólar. Uma correntinha sai por cerca de 10 dólares, pingentes por 15 e brincos, dependendo do tamanho e complementos, a partir de 12 dólares.
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Ruelas de pedra
Nas províncias ou nas cidadezinhas vizinhas a Cusco, há festas, feiras de trocas e muita alegria, principalmente aos domingos. Uma festa em meio a ruelas de pedra e rípio.
Moradores com feições indígenas se divertem trocando mercadorias com os visitantes. Batata é o que não falta nas mais diversas formas e sabores, assim como milho – no Peru existe as mais diversas variedades, incluindo coloridos – brancos, vermelhos, pretos, roxos – e com grãos enormes e saborosos.
O clima dos Andes é propício ao cultivo de vários tipos de tubérculos, usados para uma variedade de pratos, incluindo purês. A batata é um dos alimentos mais antigos do mundo, cultivada há muito tempo pelos incas.
Embora não se possa trazer comestíveis na mala, aproveite para comprar balas, chás e folhas de coca, o elixir das montanhas. E, claro, pisco souer, o destilado para ser sorvido com limão espremido, clara de ovo batida em neve e açúcar, que tem um gostinho todo especial, lembrando nossa caipirinha.
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Fonte de renda
O Peru tem no turismo a sua segunda fonte de renda (atrás da extração mineral e à frente da pesca).
Por isso faz questão de receber e muito bem os visitantes, com uma infra-estrutura invejável.
Quase um milhão de pessoas passam por suas principais atrações por ano, com os brasileiros ainda engatinhando: são menos de 50 mil ao ano.
A moeda oficial peruana é o Novo Sol (s/.), dividido em 100 centésimos. Circulam oficialmente moedas de 1,2 e 5 Novos Soles e de 5,10,20 e 50 centavos.
Todos os bancos e a maioria dos hotéis, restaurantes, lojas e casas de câmbio oferecem serviços monetários.
A maioria dos estabelecimentos aceita os cartões Visa, Master Card, Diners e American Express.
O uso de euros e travellers checks não está muito difundido, por isso é aconselhável consultar no estabelecimento se são aceitos. O tipo de câmbio em relação ao dólar norte-americano é variável. Por isso consulte sempre as casas de câmbio.
Para mais informações acesse: www.editoraperu.com ouwww.expe-dia.msn.com
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Cerâmicas e ponchos
Os povos andinos são muito religiosos. Se você comprar uma peça tenha certeza de que terá sorte, pelo menos enquanto estiver no Peru. As cerâmicas – muitas reproduzindo os principais desenhos indígenas – fazem o maior sucesso, assim como os ponchos e as peças trabalhadas em lã, como luvas, gorros e suéteres.
Se quiser um produto diferenciado, mais caro, procure pela lã de alpaca – a carne também é servida nos restaurantes de Cusco. Já a de lhama – o animal adulto – é mais dura e, portanto, mais acessível aos bolsos.