Bairros

Usinas são autuadas por queimada

Lígia Ligabue
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A queima da palha da cana-de-açúcar foi suspensa em todo Estado nos dias 28 e 29 de julho. Apesar da proibição ter durado poucos dias, quatro usinas foram autuadas na região pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) por infringirem a determinação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. De acordo com Alcides Tadeu Braga, gerente da companhia, usinas de Barra Bonita, Jaú, Dois Córregos e Lençóis Paulista desrespeitaram a medida, adotada para evitar problemas de saúde na população.

Três multas aplicadas valiam 5 mil Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp) e uma, mais grave, 7,5 mil Ufesp. “A multa maior foi aplicada para uma usina que foi flagrada queimando em dia proibido e também em área proibida”, observa Braga. As multas variam de R$ 70 mil a R$ 140 mil. A Cetesb chegou às empresas autuadas através de denúncias feitas à companhia. “Os fiscais vão até o local apontado, confirmam a queimada, descobrem para onde a cana está sendo levada e aplicam a autuação”, explica.

Anteontem, o Estado voltou a suspender a queima da palha da cana em Araraquara, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Barretos. Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, a decisão foi tomada baseada nos baixos índices de umidade relativa do ar nessas regiões.

As autorizações para as queimas controladas voltarão a vigorar quando o monitoramento das condições climáticas indicarem que os níveis de umidade relativa superam 25%. O governo decide suspender a prática quando a umidade relativa do ar permanece inferior a 25% durante três dias consecutivos, ou quando é constatado risco de vida e danos ambientais.

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