Os aproximadamente 150 funcionários de uma fábrica de motobombas para captação de poços profundos, no Distrito Industrial 1, em Bauru, tiveram um susto ontem pela manhã. Logo cedo, por volta das 7h30, quando a maioria já tinha entrado no turno da manhã, a empresa recebeu uma ameaça de bomba. A telefonista atendeu uma ligação de um homem com voz grave e firme que primeiro perguntou se todos os funcionários já estavam na empresa, e em seguida, disse que “a fábrica ia explodir”.
Rapidamente, a telefonista acionou a segurança que chamou os bombeiros. Estes, quando chegaram, evacuaram toda a fábrica. Os funcionários esperaram do lado de fora enquanto a Polícia Militar começou o rastreamento da possível bomba. Uma área de 100 metros ao redor da fábrica e alguns quarteirões do Distrito Industrial foram interditados durante o procedimento.
Por aproximadamente 1h15, os policiais percorreram toda a área da fábrica, que inclui prédio administrativo, barracões, refeitório e salas do comercial. Nada foi encontrado. Depois que a ameaça de explosão foi descartada, os funcionários voltaram ao trabalho por volta das 9h15. “Vasculhamos toda a área e nada de anormal foi detectado”, garantiu o 2.º sargento da Base Sudeste da Polícia Militar, Antônio Carlos Granha Júnior.
Em rápida reunião no pátio da empresa, o segurança da fábrica orientou os funcionários que se algum objeto estranho fosse localizado, que o fato fosse comunicado imediatamente.
Segundo a assessoria de comunicação da fábrica, a empresa busca agora o autor do trote. Funcionários demitidos recentemente, tentando vingança, não foram descartados. Nem mesmo um trote de pessoa que não trabalha na empresa, já que a Ebara produz “bomba”.
Para a identificação do autor do delito, o número do telefone será rastreado. No momento da ligação, transtornada, a telefonista não conseguiu memorizar o número do telefone, mas ficou gravado no aparelho.