Pequim - O tufão Saomai, o mais forte entre os que chegaram à China nos últimos 50 anos, deixou cerca de 100 mortos e 150 desaparecidos menos de 24 horas após a sua chegada ao litoral do país. O Saomai chegou na última quarta-feira ao litoral da Província oriental de Zhejiang, onde também deixou 81 mortos e 11 desaparecidos.
Além disso, o tufão destruiu várias casas, segundo o último boletim da catástrofe divulgado ontem. No distrito de Cangnan, o mais afetado da Província chinesa, as precipitações médias registradas na noite de ontem ficaram em torno de 300 milímetros.
Na Província vizinha de Fujian, os efeitos também são devastadores, com 17 mortos e 138 desaparecidos. Os ventos chegaram a 270 quilômetros por hora, destruindo cerca de 10 mil casas e danificando outras 80 mil.
Em 12 horas, as chuvas superaram os 300 milímetros no distrito de Fuding. Só em Zhejiang e Fujian, as remoções chegam a mais de 1,6 milhão de pessoas. Várias localidades litorâneas estão sem comunicações e energia elétrica.
A força do Saomai, no entanto, diminuiu na noite de anteontem e ele já foi rebaixado para a classe de tempestade tropical. Mas as autoridades continuam em alerta máximo para uma volta do tufão.
O governo chinês enviou à região de Anhui 20 mil soldados para colaborar com os trabalhos de resgate e anunciou que existem pelo menos 34 pessoas presas entre os escombros de casas e veículos.
Ajuda
As autoridades regionais distribuíram 300 mil peças de roupa e 100 mil pacotes de alimentos entre os deslocados e destinaram US$ 1,9 milhão para ajudar os desabrigados.
Este foi o sétimo tufão a atingir o território neste ano. Na última semana, mais de 80 pessoas morreram, vítimas do Prapiroon. Bilis, o mais destrutivo, deixou pelo menos 600 mortos em julho.
Desde o começo de 2006, as tempestades neste país asiático deixaram 1.699 mortos e 415 desaparecidos, segundo balanço da Cruz Vermelha chinesa.