Política

Suspeito de integrar PCC é preso

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

A Polícia Civil prendeu, ontem pela manhã, um suspeito de integrar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Márcio Alonso, ou MC, foi detido pelos agentes enquanto dormia em sua casa, no Parque Bauru, zona leste da cidade. No local foram achados cerca de R$ 1.333,00 em dinheiro e aproximadamente R$ 7.600,00 em comprovantes de depósitos bancários.

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Endereço

A Polícia Militar (PM) registrou ocorrência envolvendo detento em liberdade provisória de Dia dos Pais concedida pela Justiça. Na manhã de ontem, durante verificação do endereço fornecido pelo preso Marcos Augusto dos Santos, os agentes depararam-se com uma estranha morada.

Santos, que cumpre pena no Instituto Penal Agrícola (IPA), forneceu o endereço de uma famosa casa noturna de Bauru, na avenida Getúlio Vargas, zona sul de Bauru.

Segundo Ronaldo Divino, delegado de plantão da Polícia Civil, o ato de Santos não pode ser classificado como criminoso, já que não oferece riscos concretos à sociedade. Apesar disso, o caso foi encaminhado à Justiça, que decidirá pela aplicação ou não de sanções ao preso. (RF)

O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) por volta das 11h, onde prestou depoimento. A polícia trabalha com a hipótese de que as contas (12 no total) pertenceriam a integrantes do grupo criminoso e que seriam usadas para financiar ataques neste final de semana.

O dinheiro teria sido arrecadado por meio de roubos e venda de entorpecentes. O local da detenção é um imóvel que Alonso, de 30 anos, vinha alugando desde junho, onde vivia com a esposa, Ângela Luzia Ramos, e os dois filhos, usando o nome falso de Vanderlei Ferreira de Lima.

“Foi dessa maneira, inclusive, que o suspeito identificou-se ao ser abordado. Só na presença do advogado ele admitiu ser Márcio Alonso”, conta o delegado assistente da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) Kléber Granja, que efetuou a prisão.

Segundo ele, a ação foi fruto de um trabalho feito pelo setor de inteligência da Polícia Civil. Apesar de Alonso negar qualquer envolvimento com o PCC, Granja não vê exageros em acreditar que ele possa ser um “cabeça” da facção. Uma das evidências disso seria a ausência de armas na casa, que de acordo com o delegado, seria uma forma de não chamar atenção.

“Além de usar documentos falsos, o suspeito não soube explicar a origem do dinheiro que portava”, salienta o delegado. Em entrevista ao Jornal da Cidade, Alonso voltou a negar sua ligação com a facção criminosa. Segundo ele, que tem prisão preventiva por tráfico de entorpecentes expedida pela comarca de Barra Bonita, os depósitos seriam destinados a familiares. MC admitiu ter feito aplicações no valor de R$ 500,00, que seriam resultado de seu trabalho de pedreiro. Mas para os policiais, Alonso afirmou ter ganho o dinheiro intermediando vendas de carros. “Ele se manteve desocupado nos dois meses em que viveu em Bauru”, diz Granja. O suspeito será encaminhado à Cadeia Pública de Avaí e os proprietários das contas serão investigados.

Em maio deste ano, o PCC fez diversos ataques a delegacias e agentes policiais. No começo desta semana também ocorreram atentados, rebeliões em presídios e ônibus incendiados em diversas cidades do Estado.

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