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Ipem aceita margem de erro em radar e lombada

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 1 min

Quando o motorista passa no centro da pista por uma lombada eletrônica como a da Nações Unidas, pode constatar que a velocidade nos dois marcadores laterais nem sempre é igual, assim como o valor marcado no velocímetro do carro nem sempre coincide com o do radar. No entanto, de acordo com os técnicos do Instituto de Pesos e Medias (Ipem), responsáveis pela aferição dos radares e lombadas, isso é aceitável, já tanto os automóveis quanto os aparelhos de fiscalização trabalham com uma margem de erro.

O diretor técnico regional do Ipem, Luiz Antonio Brizzi, compara os equipamentos de medição a relógios. “Tanto um radar, quando um relógio trabalha com certa margem de erro, tanto para mais, quanto para menos”, diz o diretor, que revela que a tolerância para velocidades de até 50 Km/h é de 5 km/h acima, ou abaixo da velocidade aferida. Para velocidades acima de 100 Km/h, o erro é de 5%.

No entanto ele explica ainda que essa margem não prejudica os motoristas. “Um erro de 5 Km/h é perfeitamente aceitável. Inclusive o Inmetro (InstitutoNacional de Metrologia) indica que essa margem de erro seja repassada aos condutores. A Emdurb (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru) cumpre rigorosamente essa determinação”, afirma Brizzi.

Os motoristas apressadinhos, que comemoraram achando que poderiam passar um pouco mais rápido pelos equipamentos de fiscalização, tem que se conter. De acordo com o engenheiro do Ipem, os velocímetros dos automóveis possuem uma margem de erro muito maior do que os 5 km/h permitidos pelos radares do Brasil.

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