Depois de comemorar o Dia dos Pais com suas famílias, cerca de 91% dos 1.216 presidiários de Bauru beneficiados com a saída temporária no último dia 10, retornaram ontem para suas unidades prisionais. Da Ala de Progressão da Penitenciária 1, saíram 129 homens e até as 21h30, 120 já haviam retornado e outros cinco estavam para chegar na prisão. Na ala da P2, 182 detentos conseguiram a “saidinha” e cerca de 150 já tinham voltado.
Muitos ligaram comunicando que se atrasariam, por conta da greve dos metroviários que paralisou o trânsito na Capital, onde grande parte dos detentos passou a data. Informações extra-oficiais dão conta que dos 905 reeducandos do Instituto Penal Agrícola (IPA) que saíram, 93% tinham retornado até as 22h de ontem.
Os ônibus fretados pelo IPA para trazer os presos de volta a Bauru saíram no horário estabelecido, com a supervisão de diretores e funcionários do IPA encarregados da liberação dos veículos.
A pedido da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o IPA solicitou mais dois ônibus para atender os reeducandos que chegaram atrasados por causa da greve do metrô. Os veículos chegaram ontem a Bauru, por volta das 20h, e a viagem ocorreu sem incidentes.
A greve dos funcionários do metrô acabou prejudicando a chegada dos reeducandos a Bauru. De acordo com a assessoria de imprensa da SAP, a Vara de Execuções Penais será consultada sobre a justificativa de atraso na chegada desses presidiários.
Já dentro do ônibus que os levaria de volta ao IPA, dois presidiários contaram que o Dia dos Pais foi muito mais calmo que o Dia das Mães, quando aconteceu a primeira onda de ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC). “Fiquei o tempo todo com a minha família. Foi tudo normal”, conta um deles. “O que a gente quer mesmo, é cumprir a pena logo e voltar para casa”, disse um deles.
Quem não voltou ontem, passa a ser considerado foragido e, quando for preso, terá de terminar de cumprir a pena em regime fechado. Na última saída temporária, por ocasião do Dia das Mães, dos mais de 1.200 detentos que saíram de presídios de Bauru, 90 não voltaram.