Com a temperatura ultrapassando os 30 graus e a umidade relativa do ar na casa dos 20% durante as tardes nos últimos dias, o consumo de água aumentou em Bauru. A estimativa é que a demanda tenha sido até 10% maior que a média de dias mais frios e úmidos. Por enquanto, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) informa que não há risco de ocorrerem problemas no abastecimento, mas pede que a população não desperdice o produto.
Ontem à tarde, por exemplo, a temperatura máxima em Bauru foi de 33,1 graus e a umidade do ar caiu para 21%, segundo medição do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet). Nestas condições, a população gasta mais água com um número maior de banhos por dia, na tentativa de refrescar ambientes e molhar plantas.
Por enquanto, garante José Brazoloto, diretor de produção do DAE, o rio Batalha, que abastece 40% da população de Bauru, está em seu nível normal e os poços profundos mantêm a produção estável para os demais 60% da cidade. “No Batalha, mantemos duas máquinas fazendo a captação de água o dia todo e, no horário de pico, a terceira máquina é ligada. O nível está normal, inclusive com a comporta aberta”, afirma.
Mas se a estiagem prolongar-se com temperaturas altas e umidade do ar baixa, será preciso colaboração da população para evitar uma possível deficiência no abastecimento em horários de pico. Já antecipando a precaução, Brazoloto orienta os consumidores a adotar três medidas:
“Uma é não desperdiçar água. A lavar o carro usando um balde e não a torneira aberta, por exemplo. A segunda é checar se não há vazamentos em casa - aquela torneira que fica pingando ou a válvula do vaso emperrada. E a terceira é adequar a capacidade de reservação da casa ao número de moradores”, enumera.
Em caso de falta de água em horários de pico, o DAE pode lançar mão de manobras na rede, que permite bombear o produto de um reservatório onde a demanda é menor para outro com consumo maior. O reservatório da Praça Portugal, por exemplo, tem capacidade para 5 milhões de litros de água. Um dos maiores da cidade, para instalar lâmpada no topo da estrutura, os bombeiros precisaram utilizar a escada magirus.