Ao ler a carta da sra. Íris Linhares (17/8/2006), que por sinal frequentemente expressa suas opiniões nesta coluna, fiquei chocada com sua visão tão radical a respeito de uma solução para os assuntos “leishmaniose” e “cães errantes”. Segundo a senhora Íris, uma ótima idéia seria “sacrificar os cães e servi-los como comida aos animais do Zoológico”.
Primeiramente, gostaria de pontuar algumas questões à referida pessoa:
1) A leishmaniose é uma doença transmitida pelo mosquito (chamado de mosquito palha) ao homem e aos animais, podendo estes serem equinos e roedores, inclusive. Portanto, uma solução inteligente e racional para o problema é o extermínio do mosquito e de suas condições favoráveis de proliferação (sujeira), e não o sacrifício de cães, como tem sido erroneamente sugerido por algumas pessoas.
2) Se existe uma população assustadoramente grande de animais soltos pelas ruas de Bauru, o culpado é única e exclusivamente o homem, que os abandona para que passem fome, sejam atropelados e/ou maltratados por pessoas que não gostam de animais, como parece ser a senhora Íris Linhares. O que precisamos é de campanhas de esterilização, de adoção e sobre posse responsável, apoiadas pela prefeitura.
3) O sacrifício sumário de um animal de estimação traz grande dor. Se um cão escapa de casa e fere alguém, a punição deve ser reservada ao proprietário, que tem por obrigação mantê-lo preso.
Por fim, vale mencionar que no Brasil existem leis protetoras dos animais e que se é vontade de alguém que os mesmos sirvam de refeição, sugiro que tais pessoas se mudem para a Tailândia, onde cães são vendidos em açougues.
Daniela Rodrigues Gelonese - RG 23.108.666-0
As bandas
No passado, a cidade que se prezava possuía a sua banda musical mantida ou patrocinada pela prefeitura municipal, e que tocava em solenidades oficiais, recepção de figurões, acompanhava procissão e até enterro de gente graúda da comunidade, quando a furiosa seguia “chorando” um dobrado fúnebre mal ensaiado. Porém, o que havia de mais importante mesmo eram as retretas realizadas no coreto da praça da Matriz. Bauru também deve ter possuído as suas bandas, prova disso é o coreto existente na praça Rui Barbosa. Se não me engano, em Itabuna do meu tempo havia duas corporações musicais, uma das quais parece que se chamava Euterpe. Esse tipo de banda deve ser raro hoje em dia. Em Pereiras (SP), por exemplo, a tradição é mantida - a banda Santa Cecília ainda realiza retretas no coreto da praça da Matriz, mas as corporações militares também conservam as bandas tradicionais em suas fileiras.
O que atualmente se chama de banda, não passa de orquestra itinerante que faz shows em clubes e casas noturnas, mediante cachê, percorrendo diversas cidades. Nessas bandas, os instrumentos musicais servem de suporte para o (a) cantor (a), que é a estrela do conjunto. A banda da USC não deixa de ser um conjunto convencional, embora itinerante no seu programa “Música na Praça”, apresentado nas cidades da região.
Omar Barreto - RG 5.663,388-9