Regional

Macatuba implanta centro de reciclagem e organiza catadores

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Macatuba - A Secretaria de Assistência Social de Macatuba (46 quilômetros de Bauru) prepara os últimos detalhes para criar um grupo de catadores de materiais recicláveis no município. Um barracão de 405 metros quadrados está em fase final de construção e deve ser utilizado pelo grupo.

Financiado pela prefeitura, o barracão está orçado em cerca de R$ 50 mil. O prédio está sendo construído na rua João Carlos Hueb, próximo da Escola Caic Cristo Rei. A previsão, segundo a secretária de Assistência Social, Lucilla Nunes Gouveia, é de que as obras estejam concluídas até meados de setembro.

De acordo com ela, o município recebeu uma verba de R$ 10 mil do Fundo Social de Solidariedade de São Paulo que, somados com a contrapartida de R$ 3,6 mil da prefeitura, foi possível comprar a prensa que será instalada no local. O barracão também será equipado com bancadas que serão utilizadas pelos associados na separação do lixo.

Durante a implantação do projeto, a prefeitura realizará trabalhos de conscientização junto à comunidade local. Para isso, o Fundo Social e a Secretaria de Assistência Social farão parcerias com entidades assistenciais, associação comercial e com o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). “Agora nós estamos montando o projeto de como vai ser a conscientização da população em relação à coleta seletiva”, comenta Gouveia.

Ela explica que o Sebrae está assessorando a secretaria e que várias reuniões foram realizadas para planejar e organizar os trabalhos. A idéia, segundo a secretária, é limitar o número de associados para que o projeto possa ser rentável. “Nós vamos trabalhar no máximo com 20 pessoas para que seja sustentável (o projeto). No começo devemos fazer uma associação e depois nós resolveremos se transformamos em uma cooperativa”, explica.

Atualmente, segundo dados da secretaria, a média de lixo produzido em Macatuba chega a oito toneladas/dia. De acordo com a secretária, parte deste volume de lixo pode ser aproveitado através da reciclagem dos produtos inorgânicos. “Se considerarmos 40% deste total como lixo reciclável teremos 3,2 mil quilos por dia, o que equivaleria a cerca de 100 toneladas de lixo reciclável por mês”, calcula Gouveia.

Pelo menos seis famílias que atuam no lixão da cidade deverão ser beneficiadas com a iniciativa. De acordo com a assistente social, dois integrantes de cada uma dessas famílias serão incluídos no projeto. Catadores autônomos de materiais recicláveis também devem participar do grupo que está sendo criado. “O nosso medo é que ocorra competição na coleta seletiva com os catadores que trabalham com volume maior de material reciclável. Estamos querendo incluí-los no projeto também para evitar isso”, conclui a secretária.

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