A comercialização e a utilização da mistura de cola com pó de vidro são proibidas pela Lei Estadual 12.192, que entrou em vigor em janeiro desse ano. Ela prevê multa de 5 Ufesp (cerca de R$ 70,00) para quem for flagrado usando ou vendendo a mistura. No caso de menores, os pais são responsabilizados. De acordo com o comandante da 1.ª Cia da Polícia Militar (PM), capitão Jorge Duarte Miguel, a PM vem agindo. “Nunca paramos de atuar, sempre fazemos averiguações. Mas é preciso que a população ajude a polícia com denúncias. Não tem como estarmos em vários lugares ao mesmo tempo”, revela.
A multa não exime da responsabilidade criminal, alerta Abel Abreu, titular da Delegacia da Infância e Juventude (Diju). “Se a linha com cerol causar uma lesão corporal, quem estava com a pipa responde por lesão corporal. Se a pessoa ferida morrer, responde por homicídio”, frisa ele.
Para o capitão, o final das férias contribuiu para a diminuição dos problemas com o cerol. “Depois do início das aulas, percebemos uma redução nas ocorrências desse tipo. Isso acontece porque o tempo livre das crianças é reduzido. Mas mesmo assim recebemos queixas, principalmente nos bairros mais periféricos”, afirma.
Durante as comemorações do aniversário de 110 anos de Bauru, no dia 1 de agosto, a PM apreendeu 171 latinhas com linhas embebidas na substância cortante e autuou uma pessoa com o produto.