Frank Sinatra de tênis All Star. Reinventor do pop-jazz. Dono do carisma e da energia que faltam em Norah Jones e Diana Krall. Muitos elogios já foram endereçados ao jovem britânico Jamie Cullum. O público brasileiro terá oportunidade de conferir se o rapaz é tudo isso mesmo em setembro, quando ele se apresenta no Via Funchal, em São Paulo, e na Sala Cecília Meirelles, no Rio, no projeto Vivo na Música, e ainda em Curitiba e Belo Horizonte. Os dois show patrocinados pela operadora de telefonia terão participação especial da cantora Maria Rita.
Fã de música brasileira, Cullum já afirmou que Tom Jobim, Elis Regina, Sérgio Mendes e Mutantes estão entre seus artistas preferidos. Assim, o dueto com a filha de Elis será um desejo realizado do cantor e pianista. Segundo a assessoria de imprensa do evento, ele pediu para que algum tipo de colaboração com Maria Rita fosse promovido desde o início das negociações.
Em três anos de carreira, o pianista já vendeu cerca de quatro milhões de álbuns em todo o mundo e a primeira edição de “Pointless Nostalgic”, seu disco de estréia, é considerada raridade. Vencedor de prêmios como o Brit Awards e o BBC Jazz Awards, Cullum roubou a cena no último Grammy e já se apresentou três vezes para a rainha da Inglaterra. Currículo impressionante para um “cara” de 26 anos que regularmente se apresenta de camiseta, jeans e tênis surrado, cabelo desgrenhado e pose que em nada lembra ícones do jazz – e nem ídolos do rock.
Em entrevistas, o rapaz já desenhou a fórmula de seu pop-jazz. Como grande parte dos jovens de sua geração, chegou à adolescência ouvindo Nirvana. É essa a perspectiva de seu jazz com altas doses de música pop – tudo bem assentado em seu talento raro ao piano. Nascido em Essex e criado em Wiltshire (Inglaterra), Cullum sempre foi obcecado por música. Ele descobriu o jazz na adolescência e ficou fascinado na primeira vez em que ouviu Miles Davis. Na faculdade, trabalhou como cantor-pianista em pubs, hotéis e cruzeiros.
Em apresentações ao vivo, Cullum mostra que não se prende a formalidades enquanto batuca a madeira do piano ou martela as teclas agressivamente – o que faz em “I Get a Kick Out of You”, de Cole Porter. A música está em seu segundo álbum, “Twentysomething”, elogiado por derrubar as barreiras entre o pop e o jazz e surpreender com releituras de Jimi Hendrix e Jeff Buckley.
“O que eu gosto de fazer em música é misturar estilos e, felizmente, eu os combino com estilos que soam familiar às pessoas. Eu adoro música pop, então misturo jazz e música pop. Não para torná-la mais acessível, mas porque eu gosto de música. Acho que lido com ela de um jeito que as pessoas acham mais interessante”, comenta, em entrevista divulgada pela assessoria.
Seu último álbum, “Cathing Tales”, mostra a segurança conquistada na turnê mundial anterior. “Queria que a música falasse por si dessa vez, em vez de ter que explicá-la. Essa mistura do jazz com o pop parece que vai progredir bem. Quando era mais jovem, fazia isso tocando músicas melosas com guitarra acústica. Agora, aprendi a integrar melhor isso”, reflete Jamie.
“No começo, achei que certas músicas não cabiam no formato jazzy, mas depois percebi que sim. Reafirmo minha crença de que o jazz dá a base para você fazer o que quiser. As pessoas me perguntam por que toco jazz: é porque podemos combiná-lo com diferentes elementos. Ele aceita a dance music, o rock, música pop, a clássica, funk, tudo. E eu mexo com tudo isso nesse disco.”
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Primeiro disco
No embalo da vinda do cantor britânico Jamie Cullum em setembro, a Deckdisc vai lançar no Brasil seu primeiro disco. Inédito no mercado nacional, “Pointless Nostalgic” teve a gravação bancada pelo próprio artista. O repertório tem músicas como “I Want to Be a Popstar”, “You and the Night” e “It Ain’t Necessarily So”, além de uma releitura de “High and Dry”, do repertório do grupo Radiohead. “Pointless Nostalgic” se tornou cult em 2003 e abriu caminho para o estouro mundial de Cullum com seu segundo CD, “Twenty Something”.
Da Redação
• Serviço
Jamie Cullum faz show no Via Funchal, em São Paulo, no dia 5 de setembro, a partir das 21h30. Ingressos de R$ 100,00 a R$ 350,00. Mais informações: (11) 3089-6999 ou www.viafunchal.com.br