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Conselho desfaz manobra de Renan e acelera processos

Folhapress
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Brasília - O Conselho de Ética do Senado decidiu ontem, por unanimidade, acelerar os processos de cassação contra três senadores acusados de ligação com a máfia dos sanguessugas. Os integrantes pularam a fase da investigação preliminar determinada pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O conselho havia sido surpreendido pela manobra regimental de Renan que deu mais tempo aos acusados. Renan enviou ao conselho denúncia e não representação - o que exigiu novas investigações. Ontem os conselheiros devolveram à Mesa Diretora, em rito sumário, a denúncia contra os senadores Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Slhessarenko (PT-MS) e Magno Malta (PL-ES). Eles dizem que a fase de sindicância seria desnecessária, por haver supostos elementos para abrir processos.

O presidente do Senado -autor da manobra - disse que ouvirá, em 24 horas, os demais integrantes da Mesa. Eles podem arquivar a denúncia ou fazer representação ao conselho. Se a segunda opção ocorrer, terá início o processo de cassação. Renan e o presidente do conselho, senador João Alberto Souza (MA), são do partido de um dos acusados, o senador Ney Suassuna, ex-líder do PMDB.

A decisão do conselho foi pautada pelo senador Demóstenes Torres (PFL-GO), relator do processo contra Serys e vice-presidente do órgão. Ele apresentou na primeira reunião do órgão, realizada ontem, parecer segundo o qual haveria elementos para a Mesa Diretora representar contra Serys.

Aliado de Renan, João Alberto Souza discorda de Torres. “A CPI não é nossa, não é do Senado”, disse ele. A CPI é mista, ou seja, composta por deputados e senadores. Se a Mesa determinar a abertura de processo, os relatores pretendem ouvir a família Vedoin, dona da empresa Planam, que teria pago propina aos parlamentares para destinar recursos do Orçamento para a compra, por prefeituras, de ambulâncias e equipamentos médicos superfaturados.

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