Quando sobrava um final de semana livre, no final dos anos setenta, tínhamos como hábito acampar na propriedade rural do senhor Victorino Dota, lá no Clavinote, em Avaí. A maioria era militante do MR-8 e certo dia resolvemos treinar tiro, afinal, a revolução do proletariado estava “próxima” e precisávamos estar preparados para o embate. Chegou a vez do Fábio Negrão atirar. Apanhou o “treisoitão”, olhou e alguém jogou uma latinha de cerveja para o alto. Fábio, de primeira, acertou o alvo móvel.
- Vou jogar outra, gritou o Ladeira.
- Chega, disse secamente o Fábio.
- Ué... parou?
- Não vou querer arranhar o prestígio, né camarada.
Antonio Pedroso Júnior