São Paulo - A agência Economist Intelligence Unit (EIU) afirmou que o Brasil deverá crescer cerca de 4% nos próximos cinco anos. O número, superior a média recente de 2,5%, no entanto, é “apenas moderado” na comparação com outros mercados emergentes, especialmente da Ásia, diz a consultoria.
Segundo a EIU, o crescimento do PIB brasileiro será alavancado pela demanda doméstica, que se fortalecerá em 2006 e 2007. Isso acontecerá, diz a agência, pelo aumento dos gastos domiciliares - impulsionado pelo aumento do salário mínimo -, pela expansão do crédito e pelo crescimento da renda disponível. Para ela, esses três fatores deverão compensar facilmente a queda das exportações que prevê para o próximo ano.
A consultoria prevê que a taxa Selic deverá ficar em 14% até o final de 2006 - atualmente está em 14,75%. De acordo com ela, esses cortes deverão provocar um aumento nos empréstimos domésticos e estimular uma recuperação nos investimentos.
A taxa de juros reais, na opinião da agência, continuará em torno de 10% até dezembro, “permanecendo alta para os padrões internacionais”. Ela diz ainda que a Selic deverá ficar em 13% até o fim ano que vem.
Mas “qualquer queda forte no crescimento do comércio ou retração na liquidez global seria rapidamente sentida no Brasil, com uma pressão sobre o câmbio provocando uma nova onda de aperto monetário”.