Após uma mulher ser roubada e deixada nua - a segunda em três dias em Bauru -, a Polícia Militar (PM) prendeu ontem José Henrique Queiroz, 36 anos. Ele é acusado de atacar asduas mulheres da mesma forma, uma no Jardim Pagani e outra no Jardim Colina, ontem.
O ladrão aproveitava que as vítimas estavam distraídas varrendo a calçada e se esgueirava para dentro de suas casas. Quando elas retornavam, ele as rendia e, depois de roubar objetos da residência, amarrava e despia as vítimas e, em seguida, fugia.
A primeira mulher foi atacada na quinta-feira, no Jardim Pagani e reconheceu Queiroz como o ladrão. Além de roubar R$ 50,00, um celular e um litro de uísque, o homem deixou a vítima, uma mulher de 33 anos, nua e amordaçada. Segundo ela, o assaltante a abordou na cozinha. Mediante ameaça verbal, ele recolheu os objetos e, em seguida, tirou sua roupa, a amordaçou usando fitas plásticas e fugiu. Momentos depois, ela conseguiu livrar-se das amarras e acionou a PM. Ela disse que não sofreu violência sexual.
No assalto de ontem, ele escolheu uma jovem de 23 anos, moradora do Jardim Colina, e seguiu o mesmo ritual. Após render a vítima e anunciar o assalto, ele pegou os objetos – um celular, uma folha de cheque e uma aliança - e despiu a vítima, que acabou gritando por socorro. O grito deve ter assustado o rapaz, que fugiu.
O ladrão foi surpreendido por vizinhos e passou a ser agredido pela população. Ele conseguiu se livrar da surra, mas durante a fuga, acabou sendo flagrado e detido por policiais da Base Leste da PM. Queiroz indicou aos policiais Juliano Arcângelo Bonini e Ricardo Ottaviani onde deixava as mercadorias que roubava. No local, a casa de Alessandro de Jesus Nogueira, 24 anos, os policiais encontraram vários objetos de procedência aparentemente ilícita e o celular da primeira vítima, que reconheceu o assaltante.
Levado ao Plantão Policial, Nogueira foi detido por receptação e Queiroz, que já está cumprindo prisão domiciliar por roubo, foi indiciado mais uma vez pelo crime. Os dois foram recolhidos à cadeia pública de Avaí. A PM suspeita que Queiroz possa ter feito outras vítimas. Outras eventuais vítimas devem procurar as delegacias para fazer a denúncia.