Ribeirão Preto - Quatro chopes por habitante em média consumidos por ano: é com essa marca que um dos mais tradicionais bares do país brinda os seus 70 anos. O Pingüim comemora seu septuagenário atraindo cada vez mais o público jovem, com menos de 25 anos. Hoje, eles compõem quase 30% dos apreciadores do bar que deu a Ribeirão o título de capital do chope.
No Pingüim são consumidos, a cada mês, 70 mil litros de chope nas três unidades - centro, RibeirãoShopping e Shopping Santa Úrsula. Cada litro equivale a 2,7 tulipas de chope, os tradicionais copos para a bebida. Divididos pela população da cidade, é como se cada um dos 551.312 ribeirão-pretanos consumissem por ano 4,1 tulipas.
As chopeiras do Pingüim assemelham-se a máquinas de fábrica com produção em série. Por hora, elas tiram 262,5 chopes. Isso significa que a cada minuto são consumidos 4,3 chopes com a grife Pingüim. A quantidade de litros de chope consumidos no Pingüim impressiona. Ainda mais se considerado que esse volume já foi maior.
Até 1991, chegaram a ser consumidos até 90 mil litros por mês apenas nas duas casas do centro -uma delas, a primeira sede, é hoje o Empório Pingüim, que comercializa produtos da marca. Com o calçadão criado na rua General Osório, onde estão os dois locais, o movimento caiu até 80%. Foi a abertura do Pingüim em dois shoppings que tornou a elevar o consumo e atraiu o público mais jovem, segundo o sócio do bar, José Paulo Ferreira.
“Quando era só no centro, vinha o público tradicional, mais velho, os turistas. Os shoppings acabaram atraindo os universitários e quem faz cursinho ou vem prestar vestibular”, afirmou.
Mesmo no Pingüim do calçadão, prédio histórico, encontra-se mesas formadas por jovens.
Pelo menos uma vez por mês, o estudante Júlio Arruda, 19, “mata” uma aula do cursinho com outros colegas para ir ao Pingüim. “Não é barato para estudante, mas é o melhor chope da cidade.”