Bagdá - No segundo dia seguido de violência intensa no Iraque, militantes xiitas armados com granadas e rifles enfrentaram ontem as forças iraquianas por 12 horas. O confronto deixou ao menos 40 mortos - a maioria soldados - e ressalta as dificuldades que o governo liderado por xiitas enfrenta para conter as forças fiéis ao clérigo radical Muqtada al Sadr, da mesma facção.
O embate ocorreu em Diwaniyah, 130 km ao sul da capital, cidade controlada por xiitas e sob influência crescente de Al Sadr - cuja milícia, o Exército Mehdi, já controla Sadr City, na periferia de Bagdá.
Ao final do confronto, a milícia tinha o controle de sete bairros, no sul e no leste da cidade. O Exército iraquiano disse manter o controle do norte e do oeste. As forças dos EUA não se envolveram, mas deram cobertura aérea. Em comunicado, os EUA disseram que o Iraque havia “com sucesso debelado o ataque de um grande grupo de terroristas”.
Em Bagdá, dois ataques a bomba mataram 19 pessoas, e o Exército americano anunciou a morte de nove de seus soldados no fim de semana. Anteontem, uma série de atentados já havia deixado 50 mortos, um dia após o primeiro-ministro Nuri al Maliki fechar acordo com líderes de facções para a redução da violência sectária. Apesar dos distúrbios, o ministro da Defesa britânico, Des Browne, em visita ao país, disse que a segurança melhora. “Cada vez que venho, vejo mais progresso.”