O projeto Noroeste na Série B, em 2007, continua vivo. Mesmo não apresentando um futebol empolgante, o Norusca derrotou a CaboFriense por 2 a 0, ontem à noite, no Alfredo de Castilho e agora decide o seu futuro contra o líder Joinville, que ganhou do Criciúma por 1 a 0, pela última rodada da segunda fase do Campeonato Brasileiro da Série C.
Para se classificar sem depender de outros resultados, o Norusca precisa de uma vitória simples, domingo às 16h, diante do Joinville, na casa do adversário. Se perder, está fora. Caso empate o jogo, o Alvirrubro torce por outro empate no duelo entre Cabofriense e Criciúma, que se enfrentam em Cabo Frio.
Jogando em casa, e diante de 979 corajosos noroestinos- devido ao forte frio-, o Norusca não começou o jogo sufocando o adversário, pelo contrário, ainda viu a Cabofriense atuar de forma ofensiva e criar os primeiros lances de perigo. Aos oito minutos, Dilmar arriscou de fora da área, assustando o goleiro Fernando Vizotto.
Após ser atacado, o Noroeste respondeu numa rápida jogada. Otacílio Neto cruzou rasteiro, mas Luís Carlos chegou atrasado e só raspou na bola. O Alvirrubro tinha uma verdadeira avenida pelo seu lado-esquerdo. Marcelinho e Otacílio Neto, mesmo que de forma meio desordenada, criavam as melhores jogadas.
Mas foi a equipe carioca que quase abriu o placar, aos 27, no mais perigoso lance da primeira etapa. Após bobeada do meia Edno, o atacante Roberto caminhou com a bola e na saída de Fernando Vizotto, tocou com categoria, mas o goleiro conseguiu desviar de forma milagrosa.
A partir dos 30 minutos, o Noroeste não assustava a meta adversária e a Cabofriense também diminuiu o ritmo e o jogo ficou feio e truncado.
No segundo tempo, o técnico Paulo Comelli, pelo menos mexeu na equipe, tirando o zagueiro Rômulo e colocando o meia-atacante Wellington. Resultado: time mais criativo e envolvente, mas sem traduzir em gol as jogadas. E quem se aproveitou foi a Cabofriense, que quase abriu o placar por duas vezes seguidas.
Na primeira, William entrou sozinho e chutou cruzado, a bola raspou a trave noroestina. Na seqüência, novamente em cima do lateral-direito Eder, o time carioca quase calou o Alfredão, com Roberto, após desviar cruzamento.
Após os dois seguidos sustos, Comelli, prevendo o pior para seu time, mexeu novamente. Tirou Bruno e colocou Dinei. A equipe melhorou em campo e começou a pressionar e lutar pela vitória. Aos 28, após receber cruzamento do eficiente Jefferson, Dinei aproveitou a indecisão da zaga e tocou para o gol: 1 a 0 e frio colocado de lado, pela comemoração da torcida alvirrubra.
O mesmo Dinei poderia ter se consagrado em campo. Num lance bem mais fácil do que o gol feito, o atacante acabou se enrolando com a bola e desperdiçou ótimo chance para o Norusca.
O segundo gol surgiu, aos 32, num lance curioso. Após cobrança de escanteio, batida por Wellington, a bola percorreu toda a área da Cabofriense e acabou no fundo do gol. Ao contrário da maioria dos gols olímpicos, a bola entrou à meia-altura.
No final, o Noroeste quase fez o terceiro gol. Após grande jogada de Wellington, que entortou os zagueiros e cruzou na medida para Dinei, que cabeceou forte, mas a bola bateu na trave.