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Vedoin dá detalhes sobre saques

Folhapress
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Brasília - Os novos depoimentos do empresário Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam, à Polícia Federal (PF) vão ajudar a formar provas contra os parlamentares acusados de receber dinheiro em espécie para participar do esquema da máfia das ambulâncias. O primeiro depoimento ocorreu anteontem, em Brasília. Nele, Vedoin detalhou as datas de saques e das entregas do dinheiro aos parlamentares.

O empresário foi ouvido a respeito de 19 dos 84 inquéritos contra parlamentares. “Ele (Luiz Antônio) está confirmando a participação de todos eles. Em alguns casos, dá inclusive datas em que efetuou saques para poder fazer pagamentos em dinheiro”, disse o subrelator da CPI, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). “Como nós já temos a quebra do sigilo bancário das empresas, vamos poder confirmar que ele, de fato, fez um saque no valor que ele diz que pagou ao parlamentar”, completou o tucano.

Sampaio reuniu-se ontem com os sete delegados da Polícia Federal que ouvirão Luiz Antônio sobre 115 inquéritos (84 contra parlamentares e 31 contra prefeitos). A força-tarefa é coordenada pela delegada Valquíria Teixeira, que já marcou a continuidade do trabalho para a segunda e quarta-feira da próxima semana. Segundo Sampaio, a íntegra do novo depoimento de Luiz Antônio à PF só poderá ser obtida com a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

Novos nomes

Sampaio disse que a CPI repassou para a PF documentos relacionados a 60 prefeituras que, segundo Vedoin, participaram do esquema de fraudes. Do total, 21 foram beneficiadas por emendas de parlamentares que receberam pagamentos em suas próprias contas, de parentes ou de assessores. “Sobre as outras prefeituras, podemos suspeitar de duas coisas: pode ser que existam mais nomes de parlamentares que participaram do esquema ou prefeituras que negociaram diretamente com Luiz Antonio”, disse Sampaio.

Também integrante da CPI, o deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA) diz que até secretários municipais de saúde podem ter negociado diretamente com a máfia. “Alguns acertos possivelmente foram feitos com o Executivo e os prefeitos, e até com secretários de saúde”, afirmou.

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