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‘Dizem que os professores estão se vingando’

Por Alceu Luís Castilho | Correspondente do JC em Brasília
| Tempo de leitura: 1 min

O principal motivo para o aumento da reprovação no ensino médio paulista é a política de aprovação automática do governo estadual no ensino fundamental. Essa é a opinião da professora Lisete Arelaro, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), ex-secretária da Educação em Diadema. “O pessoal brinca que é a vingança dos professores”, diz ela.

Ela considera ter havido uma adoção equivocada do conceito de promoção continuada, traduzida numa simples progressão automática. “Aí, essa questão estoura no ensino médio”, avalia. “É um alerta dos professores de que há problemas no funcionamento desse sistema.”

Lisete é contra a reprovação e a favor dos ciclos educacionais, mas contra a forma como foi implementada a progressão. “Para nós e os dirigentes de educação, esses dados gritam. Em São Paulo não temos ciclos, mas um seriado que não reprova. A secretaria chegou ao limite da irresponsabilidade”.

A Secretaria de Estado da Educação alegou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o “pequeno aumento da taxa de reprovação”, nas palavras do órgão, referindo-se ao aumento de 124% num período de cinco anos, deve-se à “democratização de acesso ao ensino médio”, pelo aumento da freqüência dos alunos e à retração das taxas de abandono escolar.

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