Regional

Piratininga tem criadouro de aves exóticas

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Piratininga - O mercado pet é um dos que mais cresce no mundo. Liderado por cachorros e gatos, ele também engloba os peixes, animais exóticos e as aves ornamentais. Incipiente no Brasil, o mercado de aves ornamentais desponta como uma fatia a ser explorada. No País, há nove produtores de multirraças, um deles mantém o criadouro na cidade de Piratininga (a 13 quilômetros de Bauru).

Visitar a Estância Oliveira é um passeio pelo ‘paraíso’ para quem gosta de aves. Viveiros por todos os lados e uma quantidade enorme de animais coloridos. Penas que parecem pintadas à mão e colocadas uma a uma num corpo.

Conhecer cada uma delas é tarefa para o proprietário do criadouro, Marcos Oliveira, um ex-assessor de marketing de uma grande empresa que escolheu viver no ‘paraíso’ após a aposentadoria. “Começamos a criar aves ornamentais por hobby, em 2000. Como aparecia muita gente querendo comprar, eu e minha mulher resolvemos fazer uma pesquisa”, conta.

A pesquisa foi feita no Brasil e no Exterior. “Concluímos que o negócio era bom, tem uma demanda muito grande e poucos produtores. Criadouros desse tipo no País tem oito ou nove. No Exterior tem muito, porque os europeus e americanos têm o hábito de ter animais.”

Para ele, a solidão é um dos fatores que aproxima os animais do homem. “As pessoas são solitárias. Está cada dia mais difícil se relacionar. Moram em condomínios e optam pela companhia de um animal, principalmente o cão e gato. Mas as aves estão despontando porque são companhias e enfeitam”, analisa.

O criadouro de Piratininga nasceu com a criação de angolas, perus e gansos. Seis anos depois de sua instalação, são 62 raças. A venda mensal gira em torno de 200 aves adultas por mês, o que significa 100 casais. A ave mais comercializada é o pintinho de galinhas exóticas, cerca de 1.000/mês.

Mas quem são os compradores das aves ornamentais, tão raras de serem vistas? Segundo Oliveira, a gama de clientes é muito grande e vai desde os fazendeiros, sitiantes, chacreiros, moradores de condomínio fechado e zoológicos até estúdios cinematográficos. “Um estúdio de São Paulo veio buscar umas galinhas para um filme,” comenta.

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Curiosidades

• No mundo das aves, as fêmeas são muito exigentes. O macho tem que ser bonito, colorido, forte, enquanto elas discretas. “Porque elas chocam no mato. Se elas fossem coloridas como o macho, apareceriam e o predador as comeria em pouco tempo”, explica o criador Marcos Oliveira.

• O galo banquiva é que deu origem à maioria das galinhas domésticas. Quando os portugueses chegaram na Índia, perceberam que esse tipo de ave, selvagem, era a que mais botava e a mais rústico para nascer os filhotes.

• O peru marrom é o mais difícil de se reproduzir. O negro é o mais comum e o branco e o azul são os mais procurados para ornamentação.

• As angolas, de maneira geral, e especialmente as brancas, são utilizadas para limpeza. Elas comem os insetos da propriedade rural. Atualmente são usadas por fazendeiros para controle de carrapatos.

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