Assunção - Cerca de 600 armas de fogo e milhares de projéteis foram descobertos enterrados em uma casa da cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil, anunciaram ontem autoridades daquele país. Segundo as investigações, as armas abasteceriam a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com o promotor Sixto Marín, que não soube informar a origem das armas, o valor do arsenal girava em torno de U$ 1,2 milhão (cerca de R$ 2,54 milhões). “Foram encontrados 222 revólveres de diferentes calibres, 195 pistolas de calibre 9 mm, 174 escopetas semi-automáticas de assalto e rifles, além de 8.665 projéteis de calibre 7.62, calibre 9 mm e calibre 38”, disse o promotor Arnaldo Giuzzio.
Segundo o Ministério Público, a operação ocorreu durante a tarde e a noite de anteontem. É a maior apreensão de armas na fronteira seca com o Brasil, a segunda em menos de um mês.
As armas foram encontradas em um buraco com aproximadamente cinco metros de profundidade, coberto com uma tampa de cimento. A proprietária do local foi presa e será interrogada.
No dia 11 de agosto, a polícia antidrogas já havia encontrado na garagem de um estabelecimento comercial na fronteira, chamado “Comando”, 228 pistolas 9 mm. Naquela ocasião, também foram descobertos armamentos pesados, como três fuzis-metralhadoras, um fuzil anti-aéreo, duas metralhadoras Mini Uzi 9 mm, um fuzil 762, oito silenciadores, 120 carregadores para metralhadoras G-3 e FAL e mais de 50 caixas de projéteis. As armas confiscadas foram encontradas na carroceria de uma caminhonete com placa da cidade de São Paulo.
No último dia 22 de agosto, a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai inaugurou em Pedro Juan Caballero uma base - com ajuda de um financiamento feito pelos Estados Unidos - com capacidade para mais de meia centena de homens e dois helicópteros.
A região da fronteira é considerada um dos centros de distribuição do tráfico de drogas e de armas, ligando a Colômbia e a Bolívia, e com saídas para Brasil, EUA e Europa.