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Bloqueio ao Líbano pode terminar em 48 horas, afirma Kofi Annan

Folhapress
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Beirute - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, prevê que Israel suspenda o bloqueio aéreo e naval sobre o Líbano em 48 horas, segundo declarou em entrevista coletiva em Alexandria (Egito), ontem, após se reunir com o presidente Hosni Mubarak.

O encontro das duas autoridades ocorreu no Palácio Ras al Tin, onde Annan também se reunirá com o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, na sua visita de poucas horas ao país. “Todos estamos trabalhando muito duro e, com um pouco de boa vontade e razão, deveríamos ser capazes de resolver esse assunto nas próximas 48 horas”, afirmou.

Israel impõe um bloqueio aéreo e naval ao Líbano mesmo após o cessar-fogo iniciado em 14 de agosto, quando foram interrompidos os ataques entre as forças israelenses e o grupo terrorista libanês Hizbollah. Israel alega que o bloqueio tem por objetivo impedir que o Hizbollah tenha acesso a armas provenientes de outros países - como Síria e Irã.

Em 34 dias de conflito, Israel atacou o líbano po ar, terra e mar, deixando cidades inteiras arrasadas, muitas delas sem água, luz e telefone. Mais de 1.200 pessoas morreram no Líbano, a maioria delas civis. O Hizbollah também atacou cidades no norte de Israel, causando danos a edificações. Em Israel, cerca de 200 pessoas morreram, a maioria militares.

Anteontem, Annan conseguiu que Israel e Hizbollah concordassem com a mediação da ONU para negociar a libertação de dois soldados israelenses seqüestrados pelo grupo xiita em 12 de julho último, ação considerada o estopim da atual crise.

Bomba

Uma autoridade da inteligência libanesa que investiga o assassinato do ex-premiê Rafik Hariri, cometido no ano passado, foi ferida ontem por uma bomba acionada por controle remoto, quando trafegava num comboio de dois veículos nas cercanias da cidade de Sidon (sul). O ataque matou quatro de seus guarda-costas, e outras cinco pessoas se feriram. O tenente-coronel Samir Shehade, o segundo na hierarquia da inteligência libanesa, foi internado em condição estável.

O atentado, que ocorre a dez dias da entrega de um relatório sobre a morte de Hariri à ONU, gerou o temor de uma nova onda de ataques políticos no país.

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