Visando coibir a venda de produtos não enquadrados nas normas vigentes no País, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem) analisou 50 produtos para jardinagem em diversas cidades do Estado na última semana. Mais de 12% deles continham algum tipo de irregularidade. Em Bauru, dois produtos se encontravam em estado irregular. Fertilizantes, raticidas, sementes, entre outras mercadorias vendidas para a prática da jardinagem, tiveram amostras coletadas em diversos pontos comerciais de cidades da Capital e do Interior de São Paulo.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ipem, em Bauru, de cinco produtos analisados, dois apresentaram erros quantitativos. O maior deles foi encontrado no composto de óleo “Organic Neem” de 100ml, fabricado pela indústria Dalquim. O produto estava 0,90 ml abaixo do volume indicado, 0,90% a menos do produto em cada embalagem.
Na Capital, dos 16 itens verificados, apenas um foi reprovado. O inseticida de jardinagem amadora “Bayer Casa e Jardim”, frasco de 30 ml, apresentou uma falta de 0,2ml, índice de 0,67% a menos do que o registrado na embalagem. A maior irregularidade identificada no Interior aconteceu em Ribeirão Preto, que teve apenas um produto reprovado entre os oito analisados. O fertilizante “Valagro” de 500 ml, fabricado pela Valagro do Brasil, estava 0,96% abaixo do volume declarado nas embalagens, 4,8ml a menos do produto em cada uma delas. Em Campinas, cinco produtos foram verificados e apenas um reprovado. Uma das amostras coletada da farinha de osso para vasos, jardins, hortas “Portal” estava 17,70 gramas acima do erro individual ao tolerado.
Na cidade de São José dos Campos também houve apenas uma reprovação. O substrato de coco de 1 quilo, fabricado pela Fert Homus apresentou quatro erros individuais superiores ao tolerado nas pesagens das amostras, sendo que o maior deles foi de 117,6 gramas a menos do produto.
Os fabricantes têm 15 dias para apresentar defesa junto à Superintendência do Ipem. Após o período, haverá uma análise jurídica e administrativa de cada caso para estipular uma penalidade, que varia de uma advertência ao pagamento de multas de até R$ 50 mil, dobrando na reincidência.