Regional

Rio Bauru pode, e deve, ressurgir

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 1 min

Quem passa pela avenida Nuno de Assis, ao lado do Terminal Rodoviário de Bauru, observa o rio Bauru como um esgoto a céu aberto. O rio Bauru apresenta um odor inigualável, que traz à lembrança um histórico de alagamentos no cartão-postal da cidade, a avenida Nações Unidas, inclusive com morte de gente que ficou presa em automóvel.

O diretor técnico de divisão do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Romildo Eugênio de Souza, vê o rio Bauru com um olhar ameno. “Embora se note que a vida do rio está morta. Mas a água do rio está lá. Basta separar o joio do trigo”, sugere, ao defender a recuperação do manancial.

A partir do tratamento de esgoto, muito debatido atualmente e com a cobrança na conta de água dos bauruenses para formar um fundo, Souza projeta que, em 20 anos, o rio mudará completamente de aspecto.

Hoje, o impacto não é apenas visual, mas também um entrave econômico. A sujeira dos bauruenses incomoda os moradores de Boracéia (41 quilômetros de Bauru), onde o rio Bauru deságua no Tietê.

Souza comenta que, em conversa informal com uma autoridade municipal de Boracéia, ouviu lamentos pelo mau cheiro e a poluição carregada pelas águas do rio Bauru até a cidade.

O funcionário do DAEE comenta que a principal reclamação é que a poluição inviabiliza investimentos em empreendimento às margens do rio naquele município. “Apesar que o solo lá não favorece, devido à erosão”, avalia.

Souza ressalta que o processo que “matou” o Rio Bauru é alerta para que ações práticas sejam feitas para resguardar o Sistema Tietê-Batalha.

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