Tribuna do Leitor

Tribuna do leitor


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O GATO NÃO NOS AFAGA...

Ele se afaga em nós, como na poesia de Carlos Drummond de Andrade, se não me engano. Lamúrias sobre os amigos nas planícies que desaparecem nas cumeadas não são exatamente causadas por novidades ou fenômenos sociais dos dias conturbados de hoje. Sempre existiram. Ninguém tem um milhão de amigos. Nem mesmo 50, ou 20 amigos. Pode ter 20 convivas, 20 colegas e ex-colegas de escola ou trabalho mais chegados, 20 companheiros de festas, que se gostam, se suportam, ou se detestam, conforme o caso, vinte companheiros de pescaria, etc.... Mas, 20 amigos ? Sinceramente, não acredito. Impõe-se necessário, então, a fim de se evitar futuras decepções, discernir sociabilidade de amizade e principalmente, de solidariedade. O sociável se mostra onipresente nos momentos festivos, agradáveis, alegres, badalações, encontros sociais que não raro acontecem visando a algum interesse, auês, agitos, bebericações etc... E essa característica, digamos, alegre do sociável nem sempre se coaduna com o desprendimento, com a renúncia ao prazer em favor de outrém, com a solidariedade nas agruras e misérias, essas sim, marcas indeléveis da amizade verdadeira. E rara.

(Sidnei Rodrigues - RG 10.347.093)

Dúvidas e divergências

Acabo de ler sobre a última divergência bauruense: a receita do sanduíche Bauru, se o queijo derretido era só de um tipo ou composto ou se o rosbife era frio ou quente. Há pouco mais tempo, discussões intermináveis sobre o que fazer com a casa onde viveu o Mauro Rasi. No fundo, a única coisa absolutamente sem discussão era sobre a casa da Eny: não havia nenhuma dúvida sobre o que ia-se lá fazer...

Fernando Marchini D. Silva

ROÇADEIRAS E TRATORES

Aproveitando o gancho, o esclarecimento que a prefeitura fez ao leitor que questionou a compra de 33 roçadeiras e cinco tratores, em carta publicada nesta coluna, estamos agradecendo o empenho do secretário do Meio Ambiente, senhor Carlos A. Barbieri. Realmente, nós, que militamos no cuidado na área ambiental, acompanhamos não só o descaso e abandono da administração passada com as praças públicas, como também com a compra de equipamentos. Essas dificuldades foram encontradas, o que limitava as ações pertinentes. Portanto, foi um gasto necessário. Bauru adoece não só de leishmaniose, mas falta de limpeza, onde essas máquinas são primordiais. Parabéns, senhor secretário, você está fazendo.

Angela Maria Heiffig da Silva - ambientalista- presidente da Uipa - RG 7.413.512-0

RESPONSABILIDADE É A SOLUÇÃO

Um polêmico assunto entrará na lista de discussão do governo federal: a descriminalização do aborto. Estima-se que 1 milhão de abortos clandestinos, cujas técnicas incipientes provocam milhares de óbitos nas camadas mais pobres, são realizados por ano no Brasil. O governo pretende diminuir esse índice, considerando somente o aspecto da saúde pública e os direitos da decisão materna.

A Igreja é totalmente contra a prática abortiva. Alega que as questões morais envolvidas, nesse caso, não podem ser esquecidas e legalizar o aborto seria estimular esses atentados contra a vida, não justificados mesmo em estupros. O dilema passa a ser, então, sobre quando começa a vida.

É óbvio que a Igreja, cujos conceitos arcaicos sempre divergem dos avanços tecno-científicos, torna-se uma vez mais reticente, como escudo. No entanto, o Estado brasileiro é laico e justifica o aborto em casos de estupro e iminente morte da gestante, visto que questões éticas mais fortes estão envolvidas.

A pretensão irresponsável do governo sobre legalizar o aborto, por outro lado, é condenável, porque haveria ainda mais descontrole na prevenção da gravidez, principalmente entre jovens, bem como aumento de práticas abortivas.

A descriminalização do aborto deve ser restrita aos casos previstos por lei, em que os direitos maternos de escolha são maiores que o do feto à vida. Ao contrário da legalização para os demais casos, o governo deveria promover campanhas de valorização à vida e de responsabilidade em prevenir uma gravidez. Dessa forma, haveria um certo equilíbrio entre política e religião, cujas concepções também são necessárias para manter a organização na sociedade.

Rafael Bispo Paschoalini - estudante - RG 41.801.530-2

POLÍTICAS PARA “POBRES”

Estamos no ano de eleição e todos os políticos falam do Programa Bolsa-Família Falam que vão ampliar esses recursos dos pobres (auxílio-gás, bolsa-escola, cartão-alimentação, bolsa-alimentação, BPC, Pronaf e Prouni).

Os pobres não escapam de serem usados como arma para os políticos. Mas como podem crescer rápidos esses benefícios sendo que o PIB cresce devagar?

É como um economista disse: “Políticas voltadas exclusivamente para os pobres acabam sendo políticas pobres”. Albert Hirschman

Com todos esses fatores, o povo “pobre” brasileiro não vai querer nem trabalhar. O governo dá ajuda e muitas vezes não fiscaliza. Na minha opinião, o governo deveria ensinar o povo a “pescar, e não dar o peixe”. Como estamos vendo a situação como está, alguns precisam e outros não merecem receber o benefício do governo. Não criam as crianças como deveriam, falta levar para a escola, falta alimentação e faltam profissionais para acompanhar a família no seu desenvolvimento social.

Assim, poderemos preparar o País para seguir o seu processo natural como outros países.

Esse programa não passa de assistencialismo para o povo pobre! De 2001 até hoje, atingiu 5 milhões. Neste ano, se o Lula ganhar, vai continuar com os programas. Agora, os políticos têm a faca e o queijo na mão com povo carente. Com certeza Lula vence. Porque o povo pensa que Lula implantou, mas não, só unificou (todos em um). Se não me falha a memória, foi o FHC quem implantou o bolsa-família. O Lula fez o fome-zero e o Prouni. Este último tem dado muito certo para quem realmente não tem condições de pagar uma universidade. Alunos das escolas públicas podem e devem prestar o Enem assim que concluem o ensino fundamental. Caso consigam atingir boas médias, concorrem a bolsa do Prouni. Ah, sem falar no programa Escola da Família. Aluno que não pode pagar faz a inscrição na Diretoria de Ensino. Todo mês tem inscrição. Claro, a pessoa tem que realizar projetos na escola aos sábados e domingos. Neste ano, são 3 anos do programa. Se vocês - pais, mães, filhos - participam, têm atividades gratuitas.

Estava esquecendo do Projeto “Ganhe Superação”. Se a sua escola participa, veja como é legal e importante para a cidadania do nossas futuras gerações. Caso não participe, peça para a diretora da escola ver como implantar essa idéia no seu bairro.

Viu quantas alternativas para o pobre? Só não vale matar e muito menos roubar para sobreviver. Pense bem antes de fazer algo e se cometer besteiras, não tem volta.

Adriano Francisco - universitário e pesquisador RG 34.530.784-7

MALHAÇÃO DESENFREADA

Atualmente, a busca pelo corpo perfeito nas academias - que recebem cada vez mais freqüentadores - chega a limite doentios. Pesquisas recentes têm demonstrado excesso de malhação e também um excessivo uso de suplementos alimentares, e especialistas apontam o surgimento de uma nova síndrome: a “vigorexia”. Conhecida também como síndrome de adônis, a “vigorexia” tem maior incidência em homens extremamente musculosos que, mesmo malhando diariamente, continuam se vendo flácidos e fracos e sentem vergonha do próprio corpo.

O excesso de atividades físicas já não é mais um problema dos atletas profissionais, e tem atingido jovens freqüentadores de academias. Essa sobrecarga pode provocar microlesões das fibras musculares, causando tendinites, cãibras, dores musculares e até lesões mais graves como o rompimento dos tendões. Além do risco de sofrer lesões e estresse muscular, distúrbios do sono e alterações do humor e apetite, quem pratica atividades físicas em excesso ocasionalmente agasalha prejuízos. “O principal sintoma é a queda de rendimento e performance”.

Outro hábito que caminha junto ao excesso de atividades físicas é o uso descontrolado de suplementos alimentares. Estudos recentes indicam que 61% dos entrevistados usam ou já usaram algum tipo de suplemento alimentar, e que somente 10% receberam orientação de um profissional qualificado. Com o uso inadequado desses suplementos, a pessoa pode engordar demais e até mesmo sofrer problemas nos rins e fígado.

Portanto, quando for iniciar um programa de atividades físicas a pessoa deve procurar a orientação de um profissional qualificado( personal trainner), ou uma academia. E sempre que for recorrer ao uso de suplementos deve-se procurar a orientação de um nutricionista, para que sejam feitas as avaliações adequadas, e se necessário por ele seja indicado o uso correto dos suplementos alimentares.

Fábio Pacheco Godoy - estudante - RG 44.222.459-X

LOGRO OU DESCASO?

Há dias li com satisfação uma reportagem/propaganda veiculada nos jornais locais onde eram apresentados à população 17 ônibus equipados para embarque, transporte e desembarque de deficientes físicos.

Dia 26/5/06, por volta das 17h06 (horário conferido no próprio relógio do ônibus), entrei no ônibus de prefixo 2628, de placa BUS 5602, da empresa Grande Bauru, que faz a linha Santa Luzia-Flórida/Alto Paraíso. Esse carro tem o emblema dos que estão adaptados para esse tipo de transporte, adesivo colocado no lado de fora, e em seu interior dois cartazes em xerox(um atrás do vidro do motorista e o outro no vidro ao lado da roleta) que dizem: “Amigos usuários: este veículo transporta pessoas com necessidades especiais” (depois dessas palavras, tem o simbolo dos deficientes). Logo abaixo do símbolo, as palavras: “Para embarque e desembarque, precisamos de mais tempo. Agradecemos a compreensão”.

Curioso para conhecer o equipamento, comecei a procurar, e sabedor da existência de uma terceira porta com esse equipamento no centro dos carros que contêm esse equipamento, fiquei pasmo ao constatar que o carro era nada mais, nada menos que um veículo comum, que transporta somente passageiros comuns. A menos que os tão propagados equipamentos sejam os braços do motorista e do cobrador.

Não conheço os outros veículos. Espero que sejam mesmo equipados, pois a população de deficientes, já tão sofrida e discriminada, não merece passar por mais esse constrangimento ao tentar tomar de um coletivo com suposto equipamento e não o encontrar.

(Paulo Sacconi Martinez - RG 9.393.136

O CABO ELEITORAL

Cabo eleitoral, todo pára-quedista precisa de um. Nesta época de eleição, eis que surge a foclórica figura de cabo eleitoral. Pode ser um presidente emérito (mesmo que nem sempre eleito) de uma sociedade de bairro, um líder religioso quase sempre fora da ativa (vale pastor, pai de santo, padre e até coroinha), a Candinha fofoqueira da vizinhança ou até o dono do buteco que negocia o credicachaça, ou o eterno candidato a vereador sem nunca ter sido eleito. Profissional, semi-amador, às vezes por salário fixo ou por meta de votos em determinada seção ou ainda por favores indiretos como cargos para si ou para parentes ou do pior tipo, que negocia concorrências e fornecimentos sem concorrência para prefeituras, Estado ou país.

De qualquer forma, o que seriam dos pára-quedistas candidatos, que aportam aqui na terrinha sem os mesmos. Alguns são contratados a peso de ouro e investem em comitês de seus candidatos, contratação de pessoas para a propaganda e distribuição de santinhos, motoristas e veículos como as tradicionais Kombis, sem nunca esquecer de também desviar algum para os próprios bolsos, antecipando ou copiando os hábitos de seus concorrentes em cartaz. Não importa se é esquerda ou é direita, um ano estão com o candidato mais facista e no outro com a extrema esquerda.

O pior de tudo isto é que quanto mais os candidatos investem na contratação destes verdadeiros traficantes da antidemocracia, mais votos arrecadam, e com raras exceções quase todos o fazem, mesmo que disfarçados de militantes, que depois serão remunerados com cargos e benesses. Aqui em Bauru, esta situação tem se agravado, pois grandes esquemas estaduais e nacionais, de grande poder financeiro, têm usado e abusado deste estratagema para levar parcelas significativas de nossos eleitores a votar em Zés Dirceus, Waldemares, Genoinos e outros mensaleiros, levando a cidade cada vez mais a desvalorizar seus poucos bons políticos que ainda nos restam e ficar cada vez pior representada no cenário estadual e federal.

O que falta é a consciência do eleitor de que não adianta o “me engana que eu gosto” e que quando este clientelista lhe faz um favor com o dinheiro público sempre estará arrancando para ele mesmo pelo menos 100 vezes mais junto com sua turma. Vamos votar sem que seja necessário este comprometido apoio, usando apenas nossa memória e consciência, que sem dúvida será melhor do que a deles, se é que tem alguma.

Márcio M. Carvalho - RG 7.778.792

Noroeste - é preciso acreditar

Este e o grande momento da torcida noroestina fazer a sua parte: torcer, gritar, acreditar, vibrar com o time. Momento de nos apaixonarmos incondicionalmente, durante todo o tempo. Tempo esse que passa rápido, mas que as circunstâncias podem fazê-lo durar a eternidade. Momento de não termos vergonha e sentirmos que podemos ser felizes torcendo pelo Norusca. E hora também de deixarmos de sermos apenas o décimo segundo jogador para sermos o décimo terceiro, décimo quarto...

Temos de fazer com que nossos adversários sintam respeito absoluto ao pisarem em nossa terra, em nosso gramado: o Alfredo de Castilho. E hora de orarmos, rezarmos, pedir ajuda a todos os santos. E hora de vestirmos a camisa noroestina em todos os lugares: nas ruas, nos cinemas, na escola, no trabalho, no estádio. Este e o grande momento de sorrirmos de alegria, chorarmos de emoção, vibrarmos com o sucesso. Momento de enchermos balões vermelhos e brancos e colocarmos no Alfredo de Castilho, nossas almas e corações.

Momento também dos nervos à flor da pele, da ansiedade, da angústia que parece não ter fim. É o momento de gritar com a voz que sai do coração, com a mão no peito e com os olhos de lágrimas. E o momento de mostrarmos garra, forca, superação, confiança, união e espírito vencedor. Não esquecendo que somos a voz de Bauru para todo o Brasil e que ninguém nos vence em vibração. Momento de repetirmos aquele grande e sensacional público que ajudou a levar o grande Norusca de volta a Série A1 do último Campeonato Paulista. Enfim, este e o grande momento de fazermos o nosso papel e mostrarmos através do nosso irrestrito apoio ao grande Norusca que podemos conquistar a Série C e voltarmos a disputar a Série B do Campeonato Brasileiro. Para frente Noroeste! Um grande abraço a toda nação noroestina e toda minha querida Bauru.

Reynaldo Grillo - New Jersey - EUA

Água no mundo

Na semana passada, foi realizada uma conferência sobre a água, na Capital da Suécia, com a péssima previsão de que tanto as nações ricas quanto as pobres caminham para uma crise, a menos que sejam tomadas medidas para conservar esse recurso de forma eficiente. Praticamente todos os setores produtivos, usuários, conselhos e a própria sociedade civil participaram do encontro. A primeira conclusão a que se chegou foi que o setor da água geralmente é afetado por decisões tomadas em muitas outras áreas: “A água é parte da agricultura, da energia, do transporte, das florestas, do comércio, das finanças e segurança social e política”, e ainda apresentaram um alerta que os “recursos financeiros destinados à água estão acabando, tanto em termos de ajuda oficial quando para o desenvolvimento quanto em empréstimos”. O estudo afirma que somente 12% desses fundos “chegam aos que mais precisam deles”.

A significativa redução dos recursos de água nas nações ricas é atribuída, principalmente, à redução das chuvas, ao aumento da evaporação por causa do aquecimento do Planeta e à perda dos mangues. Além disso, os países europeus com litoral no Atlântico sofreram várias secas, enquanto os recursos hídricos na zona do mar Mediterrâneo estão se esgotando devido ao auge do turismo e na agricultura de irrigação. Vale salientar a grande seca ocorrida no ano passado no Amazonas.

A Organização das Nações Unidas informou que o setor agrícola é o segundo maior consumidor de água. A irrigação utiliza quase 70% de todo o líquido apropriado para uso humano. “Uma crise de água criará outra, de alimentos. Por isso, a utilização da água na agricultura deverá ser mais eficiente para poder responder às necessidades de todo o Planeta”. Uma das conclusões do Fórum Mundial da Água, realizado em março, no México, foi que o problema da escassez também é um “assunto político”. Toda a gestão da água deve permanecer em mãos das autoridades eleitas e daqueles encarregados das decisões públicas. “Quando os políticos esquecem suas responsabilidades sobre a água, esta se converte em um risco”.

Mais de um bilhão de pessoas ainda carecem de acesso a recursos hídricos, e quase dois terços deles vivem na Ásia. O estudo ainda aponta que cerca de 60% dos leitos hospitalares são ocupados por doenças de veiculação hídrica e que a cada dólar investido em saneamento acarreta na economia de quatro dólares na saúde. Uma das formas mais eficazes da resolução desse problema estaria da conscientização, mas essa, ainda está distante da realidade de nossos governantes. As ações de preservação ainda não superam as ações de degradação, temos que reverter esse quadro urgente, pois se não, o que será das gerações futuras?

Ivan A. F. de Marche -RG 23.643.161-4

Sobre o Plano Diretor

Morador e contribuinte em Bauru há quase quatro décadas, tenho acompanhado seu desenvolvimento, notando os esforços que são despendidos por seus administradores no sentido de que se resolvam vários problemas urbanos. No que tange ao Plano Diretor da cidade, cujo projeto está sendo articulado, peço vênia para emitir opinião, a saber:

1) Desde que aqui aportei, tenho comentado reiteradamente que deveria ser providenciada a mudança da passagem dos trilhos de estradas de ferro para a região periférica, visto que já se constatava, como ainda se constata, serem a causa do estrangulamento do trânsito e uma inusitada separação entre bairros populosos e o Centro da cidade. Além da provável solução de problemas de tráfego e pontos de inundação, há que ser considerada também a questão da estética da cidade. Acredito que no lugar que serve de leito das ferrovias (em estado de sucateamento) poderiam ser construídas amplas avenidas as quais, além de proporcionar a provável solução de problemas de tráfego e pontos de inundação, acrescentariam um indubitável fator estético proporcionando o acréscimo de embelezamento de nossa querida cidade. Outras cidades já adotaram providências idênticas, constatando-se grande benefício pelos empreendimentos. As dificuldades burocráticas e financeiras podem ser resolvidas com a participação do município, Estado, União e a sociedade em geral. Aliás, fiquei deveras satisfeito em saber que minha opinião não resultou isolada, eis que uma voz mais importante e que provavelmente merecendo a devida atenção, venha a ser ouvida nesse particular, é a do ilustre arquiteto Jurandyr Bueno Filho, cuja competência é reconhecida e exaltada nesta comunidade, o qual apresentou sugestiva proposta visando à solução viária e integração dessa área para utilização urbana (JC 01/08/2006 – Edição Documento-Histórica).

2) Quanto à ocupação de lotes ociosos, não obstante se reconheça como justa a preocupação do ilustre prefeito municipal (JC 08/08/2006, página 4), alertamos que a estratégia de adoção de IPTU progressivo tem sido repelida pelos Tribunais. Ademais, existem loteamentos antigos e aprovados, que não possuem qualquer melhoramento público, como seja, arruamento, sarjeta, iluminação pública, água e esgoto, não podendo, portanto, se exigir que ditos lotes sejam ocupados de imediato. No tocante ao especulador, não se pode atribuir tal pecha a quem possua um ou dois lotes, com impostos pontualmente pagos e esteja no aguardo de que o melhoramento público seja instalado, para que então se providencie uma construção. Na verdade, acredito que a prefeitura disponha de elementos cadastrais para identificar possíveis especuladores, tanto quanto já se utilizou para elaboração do Refis.

3) No que tange à modificação das calçadas, pretendida em projeto de ilustre vereador, ao que consta não seria de responsabilidade do proprietário do imóvel, mas sim da municipalidade, por se tratar do conhecido “passeio público” integrado às ruas como via de circulação.

É nossa modesta opinião, como bauruense de coração.

João José de Lima (Jota) - OAB-SP 36.946

SAÚDE PÚBLICA - VERGONHA NACIONAL

A área da saúde no País, é sabido de todos, é escandalosa, suficiente para envergonhar e revoltar. Os postos de saúde de todo País entraram numa espiral de decadência, onde o tratamento e assistência especializada que deveriam ter com os pacientes é de um total descaso. Nos postos de saúde do nosso município o quadro é desolador: faltam remédios, o número de médicos é insuficiente e, não obstante, fecham em alguns bairros da cidade, deixando as pessoas revoltadas.

Devemos reconhecer que os salários dos médicos são incompatíveis com a função, e em muitos casos a mensalidade de um estudante na faculdade de medicina é maior do que os rendimentos do profissional formado atuando no setor público. Mas as reivindicações têm de ser feitas de uma forma que não coloque a sociedade temerosa por falta de atendimento.

A CPMF, um imposto criado pelo governo era para dar um fôlego na tão combalida área da saúde. Mas cadê os remédios nas prateleiras dos postos de saúde, cadê os números de profissionais capacitados para nos atender e o aparato de aparelhos cirúrgicos nos hospitais? O que revolta é que para aprovar essa lei do imposto no Congresso, foi rápido demais (fica minha dúvida quanto ao mensalão para os deputados), e para colocar na prática o que prometeram, até hoje anda a passos de tartaruga.

No Brasil, vai ser difícil a saúde pública chegar num patamar satisfatório por causa da inércia do governo federal, à corrupção na rede de distribuição dos remédios por parte da vigilância sanitária e o descaso do poder público. Neste país continental, cheio de recordes do bem (futebol) e do mal (juros, corrupção, pobreza) a saúde pública tem que ter uma importância ímpar, pois nós cidadãos do bem, contribuímos para isto.

E nesse campo da vergonha, onde fica o jogo do empurra-empurra, quem sofre as conseqüências é o povo que necessita dos remédios, de atendimento e quando não encontram tudo isto ficam à margem do isolamento, sofrendo de uma forma ou de outra o preconceito da sociedade.

Nesta eleição, em que tudo é possível, até o anúncio de promessas passageiras e ilusórias que servem de escada para candidatos tentarem chegar ao pódio, espero que nossos representantes a uma cadeira no Legislativo e federal, em cima das suas promessas no campo da saúde, nos tragam um alento, porque nós merecemos um atendimento digno, respeito e carinho.

Paulo Roberto dos Santos - RG 12.172.522

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