Bairros

Abrir estabelecimento de beleza é tarefa fácil

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

O grande número de salões de cabeleireiro existentes em Bauru não é resultado apenas da grande procura da população por serviços na área de beleza. Um outro fator que pode explicar a grande quantidade de estabelecimentos do gênero é a facilidade que as pessoas têm para atuar na área.

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru, os procedimentos para abertura de um negócio no ramo são relativamente simples. Primeiro o interessado deve requerer uma inscrição municipal como pessoa física ou jurídica. Em seguida, a pessoa precisa dirigir-se à Secretaria de Saúde de Bauru para conseguir um alvará sanitário.

A peregrinação do futuro proprietário termina na Secretaria Municipal de Planejamento, onde é feito pedido do último papel: o alvará de funcionamento. Feito isso, basta uma tesoura na mão, um documento na gaveta e um monte de cabeças dispostas a submeterem-se à criatividade do novo empreendedor.

As exigências em relação à estrutura do local de funcionamento também são poucas. A própria residência pode ser usada, sem problema algum. Basta que o proprietário adapte um cômodo independente do restante do imóvel, com piso frio, paredes laváveis, lavatório e rede de esgoto adequada.

Para agregar mais serviços, como manicure, depilação ou atividades relacionadas à área de estética, é necessário atenção à legislação sanitária específica vigente para cada um deles. A facilidade é grande mesmo na hora de aumentar a mão-de-obra do estabelecimento.

Como as carreiras da área não são regulamentadas, o proprietário pode adotar sistema de prestação de serviços, destinando ao profissional um percentual em torno de 60% do valor arrecadado em cada serviço prestado.

Sem necessidade de preocupações com encargos trabalhistas ou previdência social, a realidade pode parecer favorável aos donos de salões de beleza, mas muitos gostariam que as exigências do poder público fossem maiores sobre os estabelecimentos do setor.

Cláudia Soares Mendes, dona de três salões de beleza na cidade e proprietária de uma escola de cabeleireiros, é uma delas. “Infelizmente a fiscalização é pequena, e isso facilita a vida de pessoas que oferecem serviços de má qualidade”, lamenta.

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