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Telefônica reduzirá número de orelhões

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

A Telefônica confirmou ontem que vai diminuir o número de orelhões em Bauru e todo Estado de São Paulo. Apesar da afirmação e de insistentes pedidos feitos pela reportagem, a assessoria de imprensa da empresa não soube precisar quantos aparelhos serão removidos, nem tampouco quais bairros da cidade serão mais afetados. Apenas informou que a medida está prevista no novo contrato de concessão dos serviços vigente desde janeiro, sem precisar a quantidade atual de orelhões existentes na cidade.

A maioria das pessoas entrevistas pelo Jornal da Cidade desaprova a medida. Algumas dizem que a quantidade de orelhões atualmente é suficiente, mas que se alguns forem retirados, os bairros e a região central da cidade serão prejudicados. “Existe muito vandalismo nos orelhões. Se retirar os aparelhos, o vandalismo vai continuar e vai ficar mais difícil ainda encontrar um orelhão que funcione”, preocupa-se o vendedor Gilberto Santos.

No texto enviado à imprensa, a Telefônica também usa como argumento para justificar a diminuição da quantidade de orelhões que “a população dispõe também de uma rede significativa de telefonia móvel (...). Tal situação fez com que o uso da planta de telefonia pública tenha registrado quedas significativas ao longo dos últimos anos”. O comerciante Gilberto Santos discorda da justificativa. “Eu, por exemplo, tenho aparelho celular, mas também uso orelhão porque é mais barato”, afirma.

Em nota enviada ao Jornal da Cidade, a assessoria afirma que “a empresa está realizando estudos para definir os aparelhos de baixíssimo ou nenhum uso”. Mas quando questionada sobre qual método foi utilizado para assegurar quais aparelhos são pouco utilizados pela população, a assessoria disse que não tinha mais informações.

Segundo a Telefônica, conforme determina a regulamentação do setor, o usuário continuará encontrando um telefone público ao caminhar, no máximo, 300 metros. Além disso, a empresa afirma que continuará existindo pelo menos um aparelho em todas as localidades com mais de 100 habitantes. A empresa também informou que está intensificando a implantação de postos de acesso público à Internet em todo o Estado.

Leia a seguir o trecho do texto enviado à imprensa em que a Telefônica procura justificar a adoção da medida de reduzir a quantidade de orelhões: “A partir de 1998, com a privatização do sistema de telefonia no Brasil, houve um avanço significativo no número de linhas em operação - São Paulo dispunha de 6,2 milhões de linhas fixas, o que exigia um número muito grande de orelhões. Agora, essas exigências tornaram-se defasadas, pois além das linhas fixas (12,4 milhões atendendo a mais de 80% dos domicílios no Estado), a população dispõe também de uma rede significativa de telefonia móvel, que totaliza aproximadamente 22,5 milhões de aparelhos. Tal situação fez com que o uso da planta de telefonia pública tenha registrado quedas significativas ao longo dos últimos anos”.

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