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Coronel levou tiro de 38, diz perícia

Folhapress
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São Paulo - O tiro que causou a morte do deputado estadual de São Paulo e coronel da reserva da Polícia Militar (PM) Ubiratan Guimarães (PTB), 63 anos, partiu de uma arma calibre 38, o que reforça a possibilidade de que ele tenha sido baleado com uma de suas próprias armas.

A informação foi dada ontem por um perito que trabalha no caso e preferiu não se identificar. Das sete armas pertencentes ao coronel, uma delas - um revólver calibre 38 - desapareceu do apartamento da vítima após o crime.

Ubiratan costumava deixar a arma ao lado da sua carteira de deputado estadual pelo PTB. Ele também, com medo de ameaças recentes, andava em um carro blindado. O disparo foi efetuado a um pouco mais de um metro de distância e transfixou o corpo do coronel a 78 cm de altura, indo parar no encosto do sofá.

O perito disse, ainda, que Ubiratan recebeu cinco telefonemas entre sábado e o último domingo, quando foi encontrado o corpo. Na secretária eletrônica foram encontrados três recados - de um filho, de um irmão e um outro não-identificado, conforme o perito. Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) retomaram os depoimentos sobre o assassinato.

A namorada do coronel, a advogada Carla Cepollina, chegou por volta das 11h ao departamento para ser ouvida. Até as 20h30 o depoimento não havia terminado. Anteontem, ela prestou depoimento informal. Segundo a polícia, Carla negou a autoria do crime e disse ter discutido com o namorado no sábado. O motivo seria o telefonema de outra mulher, recebido pelo coronel. A advogada foi a última pessoa vista com Ubiratan.

Segundo a reportagem apurou, Carla voltou a negar ontem ter assassinado o namorado, mas o depoimento dela teria apresentado várias contradições.

Sigilo telefônico

A polícia de São Paulo pediu ontem à tarde a quebra do sigilo telefônico de Carla Cepollina. Além de Carla, foram pedidos ainda os dados telefônicos da mãe de Carla, a também advogada Liliana Prinzivalli, de uma delegada da Polícia Federal (FF) do Pará, identificada como Renata Santos Madi (leia texto), de um assessor, de um dos três filhos de Ubiratan, que era viúvo, e do próprio coronel. Carla admitiu ontem à polícia, durante depoimento informal, ter discutido com o coronel no dia em que ele foi assassinado.

O motivo da discussão, segundo a polícia, foi o fato de Renata ter telefonado para Ubiratan no dia do crime. Amigos afirmam que a delegada da PF era amiga do coronel há muito tempo e que, apesar de os dois nunca terem se relacionado amorosamente, Carla tinha muito ciúmes dela.

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