Belém cresceu sem perder os traços da sua história, marcada na arquitetura colonial dos áureos tempos da borracha. No final do século 19, o geógrafo e naturalista francês Henri Coudreau redigiu um ensaio considerando a Capital paraense como a rainha da América Tropical, por sua posição estratégica para a ligação Altântico-Pacífico, ponto importante para a saída para as Américas e Europa, próxima da foz do rio Amazonas, além de seu porte de metrópole.
Nesta época Belém brilhava como centro de escoamento do ciclo da borracha e as marcas desta época estão representadas no Theatro da Paz e nas construções imponentes e deslumbrantes que povoam a cidade.
O ciclo de riqueza terminou no início do século 20, as previsões de Coudreau não se concretizaram, mas os vestígios dessa época de ouro estão pelas ruelas ou avenidas com valetas fundas junto às sarjetas - para escoar a água fluvial –, onde enfileiram-se casas e solares com fachadas de azulejos portugueses.
Um dos lugares mais expressivos é a Casa das Onze Janelas (século 18), construída como residência de Domingos da Costa Bacelar, um rico senhor de engenho.
Em 1768, a casa foi comprada pelo governo para abrigar o Hospital Real. Hoje é aberta para eventos culturais e exposições. Está localizada na Praça Caetano Brandão e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (91) 3219-1105.
Também na chamada “Cidade Velha” ficam outros remanescentes desse rico passado. Visite, sem pressa, a Ladeira do Castelo, na rua Siqueira Mendes, a primeira da cidade; a Igreja do Carmo, inaugurada em 1708; o Palácio Velho, o Palacete Pinho (1897), a Capela São João, de 1621, e o Palácio Guajará.