São Paulo - Sob a presença de dez homens do serviço reservado da Polícia Militar (PM), que realizam uma investigação paralela do caso, foi celebrada no início da noite de ontem a missa de sétimo dia do coronel Ubiratan Guimarães, 63 anos. Cerca de 200 pessoas, segundo a PM, participaram da missa, realizada na igreja Nossa Senhora de Fátima, no Sumaré (zona oeste).
Acompanhados por parentes e amigos, os três filhos do coronel e a mãe, de 87 anos, assistiram ao culto sob forte comoção. Eles não quiseram falar com a imprensa. Carla Cepollina, 40 anos, a namorada de Ubiratan, não compareceu. Entre os amigos próximos dos filhos e ex-assessores do coronel, contudo, o caso deve ser esclarecido nos próximos dias.
Para Eduardo Anastasi, por exemplo, chefe-de-gabinete do coronel e responsável por falar em nome da família ontem, a advogada é a única suspeita do assassinato - opinião também defendida pela maior parte dos parentes e amigos da vítima. “Acho que mais alguns dias e a verdade vem à tona, sem dúvida. A polícia está sendo cuidadosa na tentativa de não deixar brechas para contestações no caso”, considera Anastasi.
O chefe-de-gabinete disse ainda que estuda processar a advogada criminalista Liliana Prinzivalli, mãe de Carla. Ela tem dito nos últimos dias que Anastasi deveria ser investigado como suspeito porque estaria prestes a ser demitido da Assembléia Legislativa por Ubiratan. “Ela está desesperada”, completou.
Apesar de a família demonstrar confiança no desfecho do caso, o serviço reservado da PM realiza apurações paralelas à investigação da Polícia Civil. A corporação teme que o bom trânsito de Liliana dentro do DHPP postergue a prisão de Carla.