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Greve do INSS pára 65 agências de SP

Folhapress
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Brasília - O Ministério da Previdência informou que 65 das 170 agências do Instituto Nacional do Serviço Social (INSS) no Estado de São Paulo têm o funcionamento prejudicado devido à greve dos servidores, marcada para começar ontem e terminar hoje. Segundo a Previdência, não há nenhum atendimento em 42 agências, 23 funcionam parcialmente e 104 cumprem as atividades normais.

A expectativa era de que as agências do INSS voltassem a funcionar ontem normalmente após o fim da greve dos médicos peritos, que havia sido iniciada na semana passada. Os servidores, entretanto, decidiram realizar paralisação de advertência com o objetivo de pressionar o governo federal por uma definição do plano de cargos e salários e por maior segurança nas agências de atendimento.

Carreiras ligadas ao INSS já fizeram ao menos quatro paralisações nacionais neste ano, além de uma ameaça de greve. Na sexta-feira, está prevista uma reunião entre servidores e INSS para discutir a pauta de reivindicações da categoria. Nos dias 5 e 14 deste mês agências de São Paulo já tinham parado como forma de advertência.

Os funcionários administrativos também pedem melhorias nas condições de trabalho e segurança. Os servidores planejam distribuir nas agências cartas explicando os motivos da greve. O telefone e o site para agendamento de serviços devem funcionar normalmente. No início de junho, os servidores do INSS fizeram uma greve de três dias. O motivo foi o mesmo da iniciada ontem, o plano de carreiras.

No mesmo mês, os servidores da Dataprev (empresa de processamento de dados da Previdência) também fizeram uma paralisação. Já os médicos peritos decidiram anteontem retornar ao trabalho ontem. Em greve desde a semana passada, eles exigiam maior segurança nas agências de atendimento.

Não está descartada uma nova paralisação se o acordo firmado como INSS não for cumprido. Além das quatro paralisações nacionais e da greve que atingiu as agências do Estado de São Paulo, no início do ano os servidores do INSS chegaram a ameaçar entrar em greve.

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