Búfalo é que não falta em Marajó, funcionando até como eficiente meio de transporte, nos serviços domésticos de carga e no policiamento da cidade. Queijo de búfala e artesanato de couro de búfalo são encontrados pelos turistas nas lojinhas das principais cidades da ilha a preços convidativos.
Segundo os cálculos, mais de 500 mil búfalos – o dobro da população do lugar – vivem na ilha. Portanto, junto com os coloridos guarás, são presença constante. Diz a lenda que o “gado negro” chegou à ilha paranese quando um navio indiano naufragou no litoral e os animais que sobreviveram se adaptaram ao lugar.
Hoje são fonte de economia, fornecendo carne, leite, queijo e peças em couro, principalmente sandálias e bolsas. Para os moradores da cidade, a serventia é ainda maior: a polícia local, por exemplo, monta no lombo do búfalo para se locomover.
Para quem quiser conhecer mais sobre esses animais, a dica é visitar a Fazenda Bom Jesus (telefone 91- 3741-1243), onde a veterinária Eva, que lecionou veterinária no Interior de São Paulo, se dedica à criação de búfalos. A propriedade conta com mais de 1.000 cabeças, a maioria da raça mediterrâneo, e recebe visitantes, que obtêm informações sobre os animais e podem dar voltinhas guiadas em lombo de búfalo.