O Instituto Branemark, centro especializado de tratamento em osseointegração, completa um ano de atividades na próxima terça-feira com a missão de atingir 30 tratamentos por mês após enfrentar dificuldades com instalação, operação e montagem das equipes voluntárias. Em relação a especulações sobre divergências na gestão financeira até a fase de concepção do projeto, que teve inauguração em 26 de setembro do ano passado, o profissional Carlos Eduardo Francischone menciona que participou como colaborador da fase de instalação, mas integra apenas o grupo de voluntários em cirurgias e cursos a partir desta etapa, sem atuação na gestão.
Para a vice-presidente, Ingrida Ginters, o instituto superou as dificuldades de instalação e constituição dos grupos de médicos, mas ainda falta mostrar à comunidade que o órgão atua como centro especializado com triagens agendadas, o que justificaria a baixa movimentação de pacientes ao longo do dia.
“O instituto foi concebido e equipado com investimentos internacional, a partir de um projeto que prioriza nesta fase inicial o tratamento de pessoas sem dentes. O funcionamento é realizado por agendamento e isso explica a ausência de movimentação diária como em um hospital público. As equipes de profissionais são todas voluntárias e se deslocam para cá em agendamentos específicos, de acordo com disponibilidades cujo fluxo já se aproxima do ideal nesta etapa”, argumenta.
A coordenadora reconhece que durante a fase de implantação o volume de serviços ficou aquém da meta prevista por obstáculos administrativos e operacionais, como “dificuldades no desembaraço aduaneiro de equipamentos, obtenção de licença e documentação sanitária”. Daí, segundo ela, o fato do instituto completar um ano de sua inauguração com apenas 50 pacientes operados até ontem, contra uma meta infinitamente superior de 30 tratamentos mensais.
Doadores
“Temos empresas já atuando como doadores de material de consumo para o implante e equipes voluntárias que vêm a Bauru por conta própria. A preferência nesta fase é para o desdentado total, mas os encaminhamentos das 4.000 inscrições iniciais estão sendo realizados e chegamos a 1.200 convocados até agora”, aborda Ingrida.
Para quem espera a abertura de novo processo de inscrição, a coordenadora adianta que isso vai ocorrer em março de 2007. O instituto conta com cerca de 80 profissionais cadastrados como voluntários de Bauru, Goiânia (GO), Londrina (PR) e Piracicaba (SP). “É tudo gratuito e esses profissionais não cobram pelo atendimento, deixando de realizar seu trabalho em seus consultórios de origem, o que exige conciliar os agendamentos. Mas estamos prontos para atuar na capacidade ideal”, acrescenta.
A coordenadora não quis comentar sobre divergências na gestão financeira do projeto até a fase de implantação, cujo processo contou com a participação de Carlos Eduardo Francischone.
Sobre este assunto, Francischone apontou que atuou como colaborador, estranhando que existam “especulações” a respeito de investimentos e aplicação de recursos oriundos do Exterior. “Eu colaborei junto a fornecedores para que os custos de aquisição de alguns equipamentos e investimentos fossem reduzidos, explicando para fornecedores que se tratava de um projeto que atende à população carente e de forma gratuita. Infelizmente, existem especulações sem fundamento. Com o instituto pronto, o professor Branemark constituiu sua diretoria e eu sou voluntário como os demais, dando cursos gratuitos e realizando cirurgias”, posiciona.