São Paulo - A greve dos funcionários administrativos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) teve ontem a adesão de agências de 21 Estados, contando com o Distrito Federal, segundo a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde e Previdência Social (Fenasps). A greve de dois dias terminou ontem. A federação estima que mais de 65% das 1.200 agências participam do movimento, o que daria 780 postos. A adesão dos funcionários teria a mesma proporção, o que resulta em cerca de 45 mil servidores parados.
Os Estados que não aderiam foram Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Goiás e Acre. Entre os que aderiram, a paralisação não foi total. O INSS não informou o balanço nacional de agências fechadas e nem o número de funcionários em greve. Em São Paulo, o INSS divulgou que 70 das 170 agências aderiram ao movimento, mesmo que parcialmente, ou seja, 41 % dos postos. Anteontem, a adesão atingiu 65 das 170 agências.
O movimento grevista tem mais força na Capital paulista e na região metropolitana, onde, das 43 agências, 28 funcionam parcialmente, uma está fechada e as demais 14 operam normalmente. No interior, das 127 agências, 86 funcionam com normalidade e 41 prestam um atendimento parcial. Os funcionários do INSS pressionam o governo pela revisão do plano de carreira da categoria.
O Ministério da Previdência, por outro lado, considerou a paralisação “grave”, já que as reivindicações dos servidores estão em discussão. Carreiras ligadas ao INSS já fizeram ao menos quatro paralisações nacionais neste ano, além de uma ameaça de greve. Reunião entre os servidores e o INSS está marcada para hoje para discutir a pauta de reivindicações da categoria. Nos dias 5 e 14 deste mês as agências em São Paulo já tinham parado como forma de advertência.
Os funcionários administrativos também pedem melhorias nas condições de trabalho e mais segurança. O INSS informou que o atendimento pela Internet continua no site da Previdência Social para agendamento ou requerimento de documentação. O atendimento dos médicos peritos foi normalizado anteontem, após greve de três dias por maior segurança.
Negociação
Os servidores têm uma audiência com representantes do governo hoje, para discutir a reestruturação das carreiras. De acordo com Pedro Totti, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), se o governo sinalizar que pretende dar andamento ao projeto ainda neste ano, os servidores descartam novas paralisações.
No entanto, o diretor disse que, se o governo não mostrar uma posição favorável ás reivindicações da categoria, pelo menos seis Estados já manifestaram intenção de parar por tempo indeterminado: São Paulo, Amazonas, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Santa Catarina e o Distrito Federal.