Washington - O aumento no número de imigrantes brasileiros legais e residentes fixos nos Estados Unidos levou o Departamento de Estado a excluir o Brasil do sorteio do “green card”, realizado anualmente pelo governo americano. Chamado de Loteria de Diversidade de Vistos, o projeto abrirá inscrições no dia 4 de outubro a cidadãos de países com pouca tradição de imigração aos EUA.
Segundo as regras do programa, os cidadãos de um país podem participar da loteria desde que a imigração legal para os EUA não tenha ultrapassado 50 mil pessoas nos cinco anos anteriores às inscrições.
No caso do Brasil, feitas as contas, o Departamento de Estado chegou a 61.850 brasileiros de 2001 a 2005. Neste grupo se encaixam os que receberam vistos de imigrante em consulados e embaixadas; os que mudaram o status para residente permanente depois de casamento ou convite de emprego; e os premiados na loteria. Em nota divulgada ontem, o cônsul-geral dos EUA no Brasil, Simon Henshaw, agradeceu as “contribuições” recebidas de brasileiros. “Os Estados Unidos, um país estabelecido e tornado um sucesso por seguidas gerações de imigrantes, abre os braços para a imigração”, disse Henshaw.
Entre os países excluídos estão também Rússia, China, Índia, Colômbia e Paquistão. Os EUA discutem atualmente novas formas de controlar a imigração para o país. Números divulgados no mês passado indicam aumento de 16,7 milhões no número de ilegais em território americano, uma população estimada de 35,7 milhões de pessoas.
Rota de pedofilia
A Interpol aponta o Brasil como um dos principais destinos de pedófilos estrangeiros em razão do grande fluxo de turistas. A afirmação foi feita ontem por Anders Persson, do departamento de inteligência da Interpol, na Assembléia Geral do órgão, no Rio de Janeiro, que reúne 152 países e termina hoje.
A Interpol também admite que as informações sobre pedofilia na Internet em todo mundo são deficientes. O órgão conta com apenas 15 agentes especializados em todo o mundo para apurar esse tipo de crime. Apesar de possuir um banco de dados com mais de 500 mil imagens sobre o assunto, sendo 20 mil imagens de vítimas, apenas 500 delas estão identificadas.