Passados 22 dias do mais grave episódio registrado no acampamento Terra Nossa, na região do Horto Florestal Aimorés, divisa entre Bauru e Pederneiras, quando quatro sem-terra foram feridos à bala, líderes do movimento e entidades relacionadas à luta pela reforma agrária decidiram realizar um ato ecumênico em repúdio à violência.
Das 10h até as 13h, cerca de 200 assentados acompanharam uma missa e inúmeros pronunciamentos de representantes de entidades ligadas ao conflito agrário. De acordo com o coordenador da subsede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Bauru, Francisco Wagner Monteiro, conhecido como Chicão, o ato foi organizado para chamar a atenção sobre a tensão que existe no assentamento.
“Não podemos ficar tranqüilos diante dos acontecimentos recentes. Pessoas já foram ameaçadas de morte. A situação é grave e não podemos ficar esperando de braços cruzados”, desabafa o coordenador da CUT.
De acordo com Chicão, os acampados estão à procura de seus direitos. “Nós denunciamos todos os fatos que aconteceram junto ao Ministério Público. Vamos continuar tomando todas as providências para garantir a integridade física de todos que moram no local”, afirma.