Brasília - A taxa de juros cobrada pelas instituições bancárias apresentou um leve recuo em agosto. No entanto, o “spread” (diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes) ficou estável no mês passado. Em agosto, a taxa média foi de 41,8% ao ano, contra 42,2% no mês anterior. Já o spread, que inclui o lucro dos bancos, ficou em 27,5 pontos percentuais.
O Banco Central (BC) vem promovendo cortes na taxa básica da economia, a Selic, desde setembro do ano passado. Hoje a taxa está em 14,25% ao ano.
O governo anunciou no início de setembro uma série de medidas para reduzir esse spread, como a criação do cadastro positivo, a portabilidade do crédito e a redução da contribuição dos bancos ao Fundo Garantidor de Crédito.
De acordo com o BC, a redução na taxa média em juros ocorreu nas linhas de crédito para a pessoa física, de 54,3% para 53,9% ao ano, e para as empresas, que caiu de 28,3% para 27,9%. O spread em agosto foi, respectivamente, de 39,6 pontos percentuais e 13,5 pontos.
No caso dos juros no crédito consignado, a taxa caiu de 35,1% em julho para 34,9% em agosto. Os empréstimos com desconto em folha estão dentro da modalidade de crédito pessoal, que atingiu no mês passado 59,4%, uma queda de 0,2 ponto em relação ao mês anterior.
Já a taxa do cheque especial caiu de 144,1% para 143,6%. Na taxa de juros cobrada para a aquisição de bens (exceto veículos), foi registrada uma queda de 0,2 ponto, para 59,4%.