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Carla Cepollina é ouvida como suspeita

Por Tatiana Fávaro e Renato Santiago | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A namorada do coronel da reserva da Polícia Militar (PM) e deputado estadual Ubiratan Guimarães, Carla Cepollina, 40 anos, foi ouvida ontem pela quarta vez por policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Desta vez, ela foi interrogada como suspeita e não mais como testemunha do caso. Cepollina havia sido ouvida informalmente no dia 11, dois dias depois da morte do coronel. Entre terça e quarta-feira da mesma semana, ela foi ouvida como testemunha do caso, por quase 20 horas, em depoimento que foi desmembrado em dois dias.

A expectativa era a de que Cepollina fosse indiciada ainda ontem pelo crime o que não ocorreu porque o interrogatório foi interrompido e deve ser retomado na manhã de hoje. O interrogatório faz parte das primeiras formalidades para o indiciamento. “O indiciamento é mais que uma possibilidade é uma probalidade”, afirmou o promotor que acompanha o caso, Luis Fernando Vaggione. Ontem, ela deixou o prédio do DHPP em seu carro, por volta das 17h30.

Comandante da operação conhecida como massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 presos em 1992, Ubiratan morreu com um tiro no abdômen. O corpo foi encontrado na noite do dia 10, enrolado em uma toalha, no apartamento dele, nos jardins, zona oeste de São Paulo. Uma das sete armas que o coronel mantinha em casa - um revólver calibre 38 - não foi encontrada no local do crime.

Segundo a polícia, o coronel foi morto com uma bala do mesmo calibre, que poderia ser de uma munição especial, segundo o advogado da família de Ubiratan, Vicente Cascione.

Depoimento

Segundo informações da polícia, na primeira vez que foi ouvida Cepollina teria confirmado uma discussão com Ubiratan por causa de um telefonema recebido na noite de sábado, de uma delegada da Polícia Federal (PF), amiga do coronel.

A mãe da namorada do coronel negou que tenha havido uma briga entre os dois. Na semana passada, o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo negou um habeas corpus preventivo pedido em favor de Cepollina. O pedido havia sido feito pela mãe de Carla, a advogada Liliana Prinzivalli, alegando coação ilegal, de acordo com o tribunal.

Em sua decisão, o desembargador José Orestes de Souza Nery, da 9.ª Câmara Criminal, não há evidências de ilegalidade. A investigação corre sob segredo de Justiça, determinado pelo juiz Richard Chequini, do 1.º Tribunal do Júri, no dia 15. No mesmo dia, Chequini determinou a quebra de sigilo telefônico do coronel, de sua namorada e de mais seis pessoas.

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