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Plano Diretor


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Nestes últimos meses cada brasileiro sentiu na pele as bruscas alterações do tempo provocando uma série de efeitos respiratórios na saúde humana, isto devido à degradação do meio ambiente em toda a sua extensão. Isto mostra que a preocupação dos cidadãos deve estar voltada para ações que mudem este quadro evitando novas atitudes de destruição da natureza para que esta tenha a chance de começar sua recuperação. Lembrando que o ser humano apesar de todo avanço tecnológico depende e muito da natureza para sua sobrevivência. Este fato parece óbvio, mas notamos que certos segmentos da sociedade local em detrimento de interesses econômicos querem passar por cima de elementos ambientais.

Refiro-me a alguns profissionais da área imobiliária que estão pressionando os setores administrativos para em nome do progresso e desenvolvimento ocupar áreas que até o momento, pela legislação vigente são consideradas Áreas de Proteção Ambiental (APAS). Digo isto devido à notícia que li neste jornal no dia 22 do corrente, o qual informou que foi entregue à Câmara Municipal pela arquiteta Maria Helena Rigitano a proposta do Novo Plano Diretor da cidade para revisão e aprovação daquela Câmara. Mas que entre as propostas está a de que seja destinada parte de algumas APAS ao redor da área urbana a novos empreendimentos industriais, comerciais e institucionais, o que não é permitido pela legislação atual. Observamos que a legislação federal determina que cada município tenha pelo menos 20% de mata nativa. Bauru tem 11%, segundo a diretora da Semma, o que demonstra um déficit ambiental. Além do mais, Bauru apresenta muitos espaços vazios que podem ser ocupados sem necessidade de se destruir ainda mais o meio ambiente.

Apelo para o bom senso dos meus representantes, aos quais digo não a essa proposta e me dirijo à população de Bauru que já sentiu os efeitos da degradação ambiental que vem ocorrendo a passos largos a dizer aos seus representantes para não aprovarem tal proposta, pois se isto realmente se confirmar estaremos abrindo uma brecha para que Bauru se torne como outras cidades brasileiras com sérios problemas ambientais que já se fazem presentes em várias zonas da cidade e que com certeza serão agravados.

O patrimônio ambiental é propriedade de todos nós. Temos que preservá-lo sem demagogia. Meus ilustres representantes da Câmara Municipal de Bauru, espero que não deixem interesses pessoais e particulares tomarem conta de suas decisões, pois esta não será esquecida pelas futuras gerações que serão vítimas dela.

A autora, Márcia Regina Nava Sobreira, é professora de História da USC

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