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Doação de córneas aumenta 13% em 2 anos e espera cai sete meses

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje é comemorado o Dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos. Em Bauru, o número de doações de córneas, concentradas no Hospital Estadual Bauru “Arnaldo Prado Curvêllo”, tem aumentado, assim como o número de transplantes do tecido. Desde o final do ano passado, a Organização de Procura de Órgãos (OPO) da região de Bauru intensificou o trabalho de conscientização. Com a iniciativa, o tempo de espera para um transplante de córnea caiu de um ano e meio para oito meses. Neste sábado, a entidade fará uma homenagem às famílias dos doadores.

Segundo a médica pediatra Amélia Trindade, coordenadora da OPO, a meta é atingir seis meses. Mas a médica já tem os cálculos de como acabar com a fila de espera por uma córnea. “Atualmente, 15% das famílias de pessoas que morrem, concordam com a doação. Se dobrarmos esse índice, zeraríamos a fila na região”. Na região de Bauru e Botucatu, são 153 pessoas aguardando pela doação.

Desde junho de 2004 - quando o HE começou o trabalho de captação de córneas para transplantes - até o início desta semana, foram doados 180 pares do tecido. Segundo a assistente social Elaine Marchis, coordenadora da equipe de captação do hospital, desde o início do programa a doação de córneas aumentou 13% no HE.

O número de transplantes também aumentou. As cirurgias começaram a ser feitas em julho do ano passado. No segundo semestre de 2005 foram atendidos sete pacientes. De janeiro a julho, foram realizados oito transplantes. Nos primeiros dois meses do segundo semestre, o HE fez mais quatro cirurgias.

A porcentagem de autorizações para captação de córneas também aumentou. “No início do trabalho, cerca de 33% das famílias autorizavam a retirada dos tecidos. Agora estamos em 45%”, calcula Marchis. A Associação Hospitalar de Bauru (AHB) captou no último semestre quatro pares de córneas.

Quanto à captação de múltiplos órgãos, o HE já realizou operações de extração. A primeira completou um ano no último sábado. A segunda foi em dezembro do ano passado e a última, em janeiro deste ano. Além de captar córneas, o Hospital de Base está habilitado a realizar transplante de rins. Desde o início do ano, cinco pacientes receberam o órgão. Três foram operações entre doador e receptor vivos, e dois órgãos vieram de cadáveres.

O HE pretende realizar transplantes renais e já pediu o credenciamento ao Ministério da Saúde. A fila de espera para órgãos em todo Estado é de três anos. Atualmente, mais de 8 mil pessoas em São Paulo aguardam um rim. Cerca de 4,1 mil esperam por um fígado, 31 por pulmão e 108 por um coração. Em 2004, 18% das pessoas que esperavam por um órgão no Estado, morreram.

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